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CIDA PEDROSA: Primeira Pernambucana a ganhar o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, EPCA

Por: REDAÇÃO PORTAL
CIDA PEDROSA: Primeira Pernambucana a ganhar o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, EPCA

Foto: Internet

18/07/2023
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Na passada noite do 17 de julho, transcorreu a 67ª edição do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), em São Paulo, sendo destaque entre os galardoados a poeta pernambucana Cida Pedrosa na categoria Poesia pelo livro ARARAS VERMELHAS”, editado pela Companhia das Letras.

O Prêmio APCA de 2023 premia artistas que se destacaram em 2022 nas categorias de Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infanto-Juvenil e Televisão.

A Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) é uma instituição cultural sediada na cidade de São Paulo. Fundada em 1951, e tem como objetivo promover a reflexão crítica sobre as artes e incentivar a produção cultural no estado.

Composta por críticos de arte, jornalistas e profissionais da área cultural que atuam em diversos campos, como artes visuais, cinema, teatro, música, dança, literatura, arquitetura, televisão e rádio, os membros da Associação são responsáveis por analisar e avaliar obras, eventos e produções artísticas, além de promover debates, encontros e premiações relacionadas às diferentes áreas da arte.

O Livro e a autora

O “Araras Vermelhas” é um longo poema que conta a história dos guerrilheiros e guerrilheiras do Araguaia, assassinados pelo regime ditatorial de 64.

Neste longo e comovente poema, a autora narra um episódio ainda pouco comentado na história recente do Brasil: a Guerrilha do Araguaia. Ao entrelaçar memórias pessoais, acontecimentos históricos e referências culturais das décadas de 1960 e 1970, Cida Pedrosa constrói um retrato brutal do autoritarismo e da violência do Estado – mas revela também uma inabalável esperança em construir outro futuro.

Cida Pedrosa, nascida em Bodocó, é advogada, escritora e foi eleita vereadora do Recife pelo PCdoB, obtendo 3.697 votos. A Cida também foi vencedora do Prêmio Jabuti 2020 na categoria Poesia, entre outros muitos galardoes.

Em declarações ao portal Hora do Povo (horadopovo.com.br) com ocasião da apresentação do livro Araras Vermelhas em 2022, a autora declara: “Eu nasci numa cidade que não tinha televisão. Eu morava num sítio que não tinha energia elétrica, não tinha banheiro. É desse lugar que eu vinha quando cheguei ao Recife. Foi um susto enorme. Eu via ruas pichadas com “tortura nunca mais! Volta Arraes”, “liberdade para os presos políticos”, e a pergunta foi: “Que diacho é isso? ”.

“A ditadura me atravessou de maneira muito forte” - disse Cida ainda ao portal-, lembrando que fez da praça pública um local de denúncia contra a opressão. “Nós recitamos por mais de seis anos e era uma luta diária. Isso há 40 anos. É desse lugar que eu venho. Vendi o meu primeiro livro de mão em mão e tenho uma relação direta com pessoas ligadas à cultura que saíam do cárcere. Nós recitávamos na rua, muito jovens, e recebíamos aqueles que estavam saindo do cárcere, que também eram poetas”.  

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