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Opinião

Conexão RJ: O professor Cinema

Por: SIDNEY NICÉAS
Inspirado por uma das crônicas  publicadas no Tesão, do dramaturgo Mário Viana, o Professor Renato Sousa traz um texto sobre o cinema e sua relação com ele .

Foto: Felix Mooneeram/Unsplash

31/08/2023
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*por Renato Sousa

Emoção louca – assim definiu Mário Viana, dramaturgo paulista, quando ao assistir ao novo filme de Indiana Jones, pensou em acrescer mais um saquinho de sal na sua pipoca. São palavras dele inseridas em uma de suas crônicas publicadas neste blog. Eu li e confesso que esta travessura definitivamente nem me passou pelo juízo! Mesmo tendo eu, saído do cinema, com o espírito tão renovado quanto o do autor da comédia Hoje tem Mazzaropi. Tudo reflexo daquele novo filme de Indiana Jones. No fundo foi uma volta no tempo tão marcante que errei no timer do relógio e tive a impressão de ter voltado para 1955 - como fez MARTY MCFLY no épico filme De volta para o futuro.  Ao subir na minha moto, olhei no espelhinho e a imagem que vi era do James Dean – astro de Juventude Transviada – outro clássico do cinema que marcou diversas gerações. Biotônico Fontoura – diria minha preocupada mãe – faz você, meu filho, parar de ficar misturando imagens na sua cabeça tendo estas vertigens cinematográficas! Tome logo, compre na primeira farmácia, antes que você vá passar umas férias no PINEL. 

Minha mãe sabia das coisas, mas até hoje continuo fazendo uma mistureba danada na cabeça quando se trata de filmes. O cinema é um excelente professor e eu um inquieto jovem aprendiz. Ainda sobre Indiana Jones reconheço que fui assistir apreensivo já que meu filho Matheus, de apenas 16 anos, me acompanhava. Essa galera mais jovem - de hoje em dia - gosta de Netflix com suas séries intermináveis. Angustiado fiquei até o final do filme, quando ele finalmente exclamou: adorei, pai! E eu - graças a Deus, filho! Se fosse Rafael - meu filho mais velho - que comigo assistira o primeiro filme do Indiana Jones a quarenta anos eu teria mais certeza de que ele iria gostar. Pena que os filhos quando ficam mais velhos não dispõem do mesmo tempo que tinham quando crianças e assim a roda gigante da vida põe a gente de ponta-cabeça em algumas ocasiões! 

Aproveitando as férias ainda assisti mais dois filmes - Oppenheimer e Missão Impossível. Ambos com cerca de três horas de duração, mas que passaram rapidinho – você nem sente! Não pude assistir Barbie por absoluta falta de tempo, mas ainda pretendo ver! Ouço as pessoas comentando, quero viver o mesmo mundo que elas. Filmes são como frutos colhidos no próprio pé – uma sensação única de prazer. Vale a pena sempre ir e conferir! 

Semana passada, longe dos holofotes midiáticos, fui assistir a outro filme. De nome enigmático - Asteroide City – eu não fazia a menor noção do que se passaria naquele enredo. A única informação era que o filme foi dirigido por Wes Anderson - o mesmo de Ilha dos Cachorros - um filme que amei e cheguei a ver duas vezes na época. Confesso que sai totalmente liquidificado daquela sala de projeção integrante do Espaço Itaú de Cinema – um dos melhores locais do Rio de Janeiro.  Asteroide City tira você da poltrona várias vezes fazendo duvidar até que você é você. Logo eu, um sujeito mais Beatles do que Rolling Stones vi-me obrigado a embarcar numa Apolo 13 e ficar retido entre a Terra e a Lua – girando, girando! Coisa incrível. Matheus estava comigo e vibrou com o filme e suas cenas irônicas e provocativas. Uma aula!  

Chego à conclusão de que um cineminha é uma das melhores terapias que existem! Algo que consegue retirar o adulto de dentro da gente revivendo a criança que está ali escondidinha, quietinha – sempre disposta a aprender! Pura magia! E além de tudo permite-se comer uma pipoquinha doce sem dor na consciência. Eu disse doce - salgada, amigo, nem pensar! Não deixe nem fluir as ideias de travessuras que atazanaram Mário Viana!  

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Prof. Renato Ferreira de Sousa é administrador, gestor de carreiras, mentor de talentos e universitário. 

https://www.instagram.com/profrenato.sousa/ 

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