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Saúde

CREMEPE pede medidas restritivas mais rigorosas em Pernambuco

Por: REDAÇÃO PORTAL
A entidade médica chama atenção para a região do Agreste, onde unidades de emergência estão superlotadas de pacientes aguardando leitos de enfermaria e de UTI.

Foto: Reprodução Internet

31/05/2021
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No início da tarde desse domingo (30), o Conselho Regional de Medicina expediu um comunicado de alerta e pediu mais rigidez ao Governo de Pernambuco nas medidas restritivas. Segundo o conselho, as medidas sanitárias que foram tomadas no Estado, de restrição à circulação das pessoas, não foram capazes de diminuir a taxa de transmissão da COVID-19 em nosso Estado. “Nos parece terem sido tomadas em amplitude, intensidade e por tempo inferiores ao necessário para conter a doença”, diz um dos trechos da nota.

O Cremepe demonstra extrema preocupação com o aumento exponencial de casos e mortes pela Covid-19, em Pernambuco. A entidade médica chama atenção para a região do Agreste, onde unidades de emergência estão superlotadas de pacientes aguardando leitos de enfermaria e de UTI. Situação igualmente grave no Recife, onde somam-se dezenas de pacientes com outras doenças tão ou mais graves, esgotando os recursos e retardando os seus tratamentos.

“Há reconhecidamente, esforços na abertura de novos leitos, mas a capacidade de se ter escalas de plantão completas é cada vez menor para assistir adequadamente aos doentes. Os medicamentos vitais para sedação e ventilação mecânica estão escassos e já foi detectada a falta de oxigênio em algumas cidades do interior do Estado, que tiveram pacientes transferidos de urgência para outros municípios”, afirma o Cremepe.

A entidade alerta que os médicos e demais profissionais de saúde estão atuando quase no limite de sua capacidade física e mental. São 14 meses de dedicação integral para salvar vidas. Há exaustão, cansaço e desesperança, refletidos no rosto de cada profissional.

O conselho conclama a população para que faça a sua parte. “Distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos com álcool ou sabão. Evitem festas, aglomerações, reuniões familiares ou de amigos, e só saiam de casa quando estritamente necessário. Diante dos que insistem em não seguir os protocolos, mantenham a indignação e protestem”, finaliza.

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