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Dia Internacional do Café: grão costa-riquenho conquista turistas

Por: REDAÇÃO PORTAL
Grão é cultivado em pelo menos oito áreas produtoras

Foto: O café costa-riquenho é cultivado em solos férteis de origem vulcânica e de baixa acidez. Foto: Paula Laboissière.

01/10/2023
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Por Paula Laboissière - Enviada especial* - San José (Costa Rica)

 

A Costa Rica é conhecida mundialmente por suas praias exuberantes e pelas marcantes vegetações tropicais. Entretanto, além dos tradicionais passeios a vulcões e cataratas locais, as plantações de café costa-riquenho também vêm chamando a atenção dos turistas. No Dia Internacional do Café, neste domingo (1º), a reporter visitou uma plantação do grão nos arredores de San José, capital do país.

Atualmente, o café costa-riquenho é cultivado em pelo menos oito áreas produtoras: Brunca, Turrialba, Tres Ríos, Orosi, Tarrazú, Vales Central e Ocidental e Guanacaste. Praticamente 100% do café do país é da espécie arábica, que, de acordo com o Instituto do Café da Costa Rica, produz um grão de maior qualidade e uma bebida mais aromática e fina.

San José (CR) 01/10/2023 – Dia Internacional do Café: grão costa-riquenho conquista turistas
Foto: Paula Laboissière/Agência Brasil

Guia turístico Jonathan Alfaro fala sobre a produção de café na Costa Rica - Paula Laboissiêre/Agência Brasil

O guia turístico Jonathan Alfaro destaca que o café costa-riquenho é cultivado em solos férteis de origem vulcânica e de baixa acidez, condições consideradas ideais para a produção do grão. Mais de 80% da área cafeeira na Costa Rica está localizada entre 800 e 1,6 mil metros de altitude e com temperaturas que variam entre 17 e 28 graus Celsius, além de bastante umidade.

“O método de colheita é manual. Só se escolhe os grãos maduros”, explica Alfaro. O setor cafeeiro da Costa Rica utiliza apenas o processamento úmido do café, quando a polpa é retirada no mesmo dia da colheita. O país também utiliza o processo de secagem ao Sol dos grãos, um dos sistemas mais procurados nos mais exigentes mercados globais, da acordo com o Instituto do Café da Costa Rica.

“Os frutos que não são bons são queimados para aquecer a máquina secadora, chamada guardiola. Nada é desperdiçado”, ressalta o guia turístico. Depois de seco, o café é transportado em sacas. A meta do setor cafeeiro da Costa Rica é aumentar a venda do grão no mercado do chamado café gourmet ou café fino. A estratégia, portanto, mira na qualidade, não na quantidade da produção.

Laboratório

Há exatos dois anos, a Costa Rica passou a contar com um laboratório de biologia molecular para combater a ferrugem do café, além de desenvolver novas variedades e material genético do grão e identificar plantas mais tolerantes às mudanças climáticas. O centro de pesquisa, localizado no Instituto do Café da Costa Rica, tem o apoio da União Europeia e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

*A repórter viajou a convite do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

 

Com informações da EBC

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