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Cultura

Douglas Santos retrata relação entre religiosidade e folhas sagradas

Por: REDAÇÃO PORTAL
ÀBÁMODÁ é a exposição fotográfica com apoio da Lei Aldir Blanc, que pode ser visitada gratuitamente no link: axedosventos.wixsite.com/exposicaoabamoda.

Foto: Reprodução Internet

20/04/2021
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O artista Douglas Santos está com uma exposição fotográfica no ar, que pode ser visitada gratuitamente no link: axedosventos.wixsite.com/exposicaoabamoda. Batizada de ÀBÁMODÁ, a mostra busca retratar diferentes olhares sobre a relação entre as religiosidade de matriz africana e afro-indígena e as folhas sagradas.

Em Yourbá, o termo ÀBÁMODÁ em língua Yorubá designa a planta denominada folha-da-fortuna (Kalanchoe), erva sagrada de origem africana a qual confere-se fonte de boas energias, abertura de caminhos e fartura financeira, amplamente utilizada nos ritos ligados ao Candomblé e à Jurema Sagrada. Um antigo provérbio africano diz que “Kó sí ewé, kó sí Orixá!”. Sem folha não há Orixá. Também sem folhas não tem Jurema. Os registros fotográficos foram concebidos a partir das perspectivas religiosas e subjetividades que permeiam a Candomblé e a Jurema Sagrada na cidade de Igarassu, tendo recebido financiamento para sua execução através da Lei Aldir Blanc.

Composta por uma série de registros, os quais apresentam reflexões acerca da religiosidade, das relações do corpo e a natureza, da manutenção das práticas litúrgicas e do afeto entre os adeptos, sacerdotes e sacerdotisas no cuidar dentro dos terreiros, a exposição fotográfica virtual ÀBÁMODÁ tem a produção e fotografia de Douglas Santos, e conta com a colaboração de Anderson Odé Bomí Menezes, na curadoria e fotografia; comandando a Pesquisa, Direção de Fotografia e Coordenação está Suzana Queiroz, e Léo Rorscharch assumindo a Edição de Imagens e Vídeo.


Douglas Santos é batuqueiro da Nação Estrela Brilhante de Igarassu, percussionista do Grupo Percussivo Xirê. Homem de Axé, candomblecista e juremeiro, integra o Terreiro Axé dos Ventos – Casa de Jurema Cabocla Jandira. É um dos organizadores do Coco da Rua Ouricuri. Porta-estandarte do Afoxé Omo Lufan.

Desenvolve atividades de lutheria com a produção de instrumentos de percussão como agbê, mineiro/ganzá, Maracás, caixas/tarol, Alfaia e Ilús em macaíbas. Viu na arte da fotografia uma linguagem universal de promover a luta contra os racismos e preconceitos os quais são voltados para as religiões de Matriz Africana.

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