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Em vídeo, acusado insinua que outros parentes abusavam da menina de 10 anos.

Por: REDAÇÃO PORTAL
18/08/2020
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No vídeo, que está sendo atribuído ao homem de 33 anos, acusado de estuprar a sobrinha, uma menina de dez anos de idade e engravidá-la, ele confessa que abusou da criança e insinua que outros dois homens, parentes da garota, também abusavam sexualmente dela. Os dois homens citados seriam o avô e um filho desse avô. Nas redes sociais, na manhã desta terça-feira (18), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou que o suspeito havia sido encontrado e preso no estado de Minas Gerais. 

O suspeito, tio da menina, é ex-presidiário e cumpriu pena por tráfico de drogas, associação criminosa e posse ilegal de arma. Desta vez foi expedido em nome dele, pela 3.ª Vara Criminal de São Mateus, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), na última quarta-feira (12), um novo mandado de prisão por estupro de vulnerável.

No vídeo, o homem ainda afirma que contou à polícia onde ele estava e que os outros dois homens que foram acusados por ele, de também abusar a menina, também precisavam ser examinados. 

Em uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (18), no Espírito Santo, a polícia afirmou que chegou ao homem através de investigações. Ele fugiu quando soube da gravidez "Após monitoramento, identificamos onde ele estava. Na madrugada de ontem (segunda, 17), a equipe conseguiu o contato dele e verificou que ele já não tinha mais a possibilidade de fuga e ele já temia pela própria integridade de física, tinha medo de morrer e resolveu se entregar à ação policial e nós efetivamos a prisão dele", explicou Ícaro Ruginsk, superintendente de Polícia Regional Norte. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito estava escondido na casa de um parentes em Minas Gerais.

A polícia vai investigar as insinuações feitas pelo homem de que outros parentes também teriam abusado da menina. 

"Todas as hipóteses serão investigadas. A princípio, a indicação é de que os abusos teriam sido cometidos todos por ele. Informalmente, aos policiais, ele afirmou que realmente possuía alguma intimidade com essa menina e fez alguns abusos contra ela. Informalmente, enquanto ele estava sendo conduzido para cá (de Minas Gerais para o Espírito Santo). Contudo, a equipe da delegacia de São Mateus verificará todas as hipóteses que forem apresentadas, mas a princípio nós rechaçamos essa informação e acreditamos que ele tenha sido o único autor dos abusos contra essa menina", acrescentou Ruginsk. 

 

Relembre o caso

A menina relatou que era estuprada pelo tio desde o seis anos de idade. A família soube quando a criança acabou engravidando. O caso foi descoberto quando ela deu entrada no dia 8 de agosto no Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, no Espírito Santo, com sinais de gravidez. A criança  estava se sentindo mal e a equipe médica desconfiou da barriga "crescida" da menina. Exames foram feitos, e os médicos descobriram que ela estava grávida de três meses. Em conversa com médicos e com a tia, a menina  contou que o tio abusava dela desde muito pequena. Os abusos começaram por volta dos seis anos de idade. E ela nunca havia contado porque recebia ameaças. O tio da garota fugiu quando a gravidez foi descoberta.

O juiz da Vara da Infância e da Juventude da cidade de São Mateus, autorizou o aborto legal, da menina de dez anos. No despacho, o juiz determinou que a criança fosse submetida ao procedimento da melhor forma e que ele acontecesse o mais rápido possível para preservar a vida da menina. A garota teve o atendimento negado na unidade de referência do do estado do Espírito Santo, e por isso, foi transferida para Pernambuco para que o procedimento fosse realizado e a gravidez fosse interrompida.

No último domingo (16), o procedimento foi realizado no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), que fica no bairro da encruzilhada, na Zona Norte do Recife. Houve protestos contra o aborto. Políticos, religiosos e membros da sociedade civil promoveram tumulto e aglomeração na porta do centro de referência e tentaram impedir a entrada do diretor da instituição. Movimentos feministas também estiveram no local e protestaram a favor do direito da menina, de ter o procedimento realizado. Todo o procedimento durou cerca de 17h.

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