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JOGO BRASIL X JAMAICA: Atuação mágica de Cristiane em 2019 pode inspirar Brasil contra Jamaica

Por: REDAÇÃO PORTAL

Foto: Fifa / fifa.com

01/08/2023
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Em 9 de junho de 2019, a Jamaica disputou uma partida da Copa Mundo Feminina FiIFA pela primeira vez e abriu um novo capítulo para mulheres caribenhas que amam futebol. Mas o jogo contra o Brasil em Grenoble, na França, não foi importante só para o povo jamaicano: é uma das memórias preferidas de Cristiane. Na ocasião, ela fez os três gols da vitoria de Brasil 3 a 0, seu único hat-trick nas cinco edições de Copa que disputou; ela se tornou a primeira jogadora da história a fazer mais de dois gols em um jogo em três Copas diferentes (2007, 2011 e 2019). "É muita história que a gente tem. Nós lutamos para que a modalidade teve uma evolução muito grande. Isso é legal. Fica tudo lá, as pessoas trazem e eu vou lembrar. Fica na história", afirmou Cristiane em entrevista exclusiva à FIFA .

Quis o destino que os dois tempos se reencontram sem Cristiane quatro anos depois, desta vez em confronto decisivo que pode eliminar um dos lados. O caminho do gol da Jamaica é bem conhecido pelo atacante, mas, em 2023, ela não faz parte do elenco brasileiro que enfrentará a equipe caribenha pelo Grupo F. O problema é que o time adversário se fortaleceu, e em 2023 já empatou com a França, derrotou o Panamá e pode eliminar a Seleção Brasileira, que precisa vencer para se classificar sem depender do resultado do outro jogo do Grupo F – o Brasil ainda terá chance de se empatar, mas, neste caso, seria necessário torcer para as eliminadas panamenhas vencerem como francesas.

Para vencer o jogo, mais do que nunca, os atletas do Brasil devem buscar a inspiração na magia do atacante em 2019 e em todos os 11 gols que fizeram em cinco participações na Copa do Mundo. "Cabe a elas! Cabe a elas decidirem se eo que querem aprender. Pode ser também que não queiram. Historicamente falando, a minha geração e os anteriores fizeram de tudo para que elas sofreram o que têm hoje. com a história", disse Cristiane.

Em 2019, na saída de campo após a vitória sobre a Jamaica, a goleadora fez um comentário que previu o futuro de forma bonita: "Eu estou feliz demais! O máximo que eu poderia fazer era contribuir quando elas precisassem. Hoje sou eu, amanhã vai ser outra menina, e é assim que tem de ser". O "amanhã" citado por Cristiane chegou. Com outras meninas, a história que ela começou a escrever contra a Jamaica ganhará novo capítulo nesta quarta-feira, 2 de agosto, às 7h (de Brasília).

Lembranças contra EUA são as mais fortes

A Jamaica só traz memórias felizes para Cristiane, mas os Estados Unidos dividem as lembranças do atacante entre extremos de alegria e tristeza. "Todos os nossos jogos contra elas foram extremamente competitivos", contorno. Em 2011, nas quartas-feiras, as norte-americanas eliminaram o Brasil nos pênaltis após empate por 2 a 2 no tempo normal; para Cristiane, o trauma é ainda maior porque foi com um desarme em cima dela que começou a jogar do segundo gol dos EUA.

Porém, a FIFA mostrou o lance ao atacante. Ela o viu depois de 12 anos e, agora, acredita que o desarme pode ter sido faltoso.

"Ah, ela 'sentou a bota' em mim! Achei que eu tinha perdido facilmente a bola, mas ela me chuta. Eu só estou vendo agora mesmo. Na hora que vou girar, ela me chuta. E aí elas pegam a bola ea arbitra não dá falta! Nossa, estou brava", relembrou, em tom de diversão.

"Todas as vezes que a gente joga com a seleção americana, eles publicam esse vídeo. Ficou marcado. Mas o vídeo de 2007, de quando a gente deu um baile, ninguém publica! Só publicam esse vídeo de 2011", disse a goleadora, rindo.

Nós vamos falar sobre o confronto de 2007.

Naquele ano, o Brasil atropelou os EUA por 4 a 0 na semifinal (com gol dela) e "tatuou" para sempre na memória das atletas uma noite brilhante. "Foi a maior vitória que a gente teve, historicamente, porque não foi só a vitória. Foi o futebol que apresentamos. A gente bola! Teve toque, drible, lance bonito, vontade, físico... foi espetacular, absurdo", descrito ela, feliz. Cristiane jogou tanto em 2007 que foi eleita terceira melhor da edição. "Se eu ganhesse esses títulos hoje, cara, sei lá o que eu seria. Porque hoje tem visibilidade e patrocínio. Imagina com 23 anos e esses prêmios? Eu estaria voando", completou a eterna camisa 11 do Brasil, que sempre voou – como poucos – na Copa do Mundo.

*Com informações da FIFA

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