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Funcionários dos Correios entraram em greve em todo país

Por: REDAÇÃO PORTAL
Segundo federação, mais de 100 mil funcionários aderiram à paralisação

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

18/08/2020
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Cerca de 100 mil funcionários dos Correios , por meio da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) entraram em greve às 22h dessa segunda-feira (17) em todo o Brasil.

Além de alegar falta de medidas de proteção contra contaminação de funcionários durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), a categoria afirma que 70 cláusulas de um acordo coletivo que funcionaria até 2021 foram quebradas pela empresa.

Entre as regras quebradas está o pagamento de adicional de risco e de vale alimentação,licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, em uma atitude desumana impedindo tratamentos diferenciados e que garantem melhor qualidade de vida, pagamento de adicional noturno e horas extras. 

A possível privatização da empresa também é outro motivo apontado pela federação para a paralisação das atividades.


O que dizem os Correios?


Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados.

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

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