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GENERAL BRAGA NETTO TEM SIGILO TELEFÓNICO QUEBRADO EM OPERAÇÃO QUE INVESTIGA CORRUPÇÃO NA COMPRA DE COLETES BALISTICOS PELO GABINETE DE INTERVENÇÃO FEDERAL NO RIO DE JANEIRO EM 2018

Por: REDAÇÃO PORTAL
PF, no Rio de Janeiro, investiga possíveis fraudes na aquisição de coletes balísticos

Foto: Operação Perfídia investiga o conluio de duas empresas brasileiras que atuam no comércio de proteções balísticas e formam um cartel desse mercado no Brasil.

12/09/2023
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Rio de Janeiro/RJ. Na manhã desta terça-feira, 12/9, a Polícia Federal cumpre 16 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Perfídia nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal.

A investigação visa apurar os crimes de patrocínio de contratação indevida, dispensa ilegal de licitação, corrupção ativa e passiva e organização criminosa supostamente praticadas por servidores públicos federais quando da contratação de uma empresa norte-americana pelo Governo Brasileiro para aquisição de 9.360 coletes balísticos com sobrepreço no ano de 2018, pelo Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

O General Walter Souza Braga Netto, que comandou o órgão durante o período em questão, não é alvo dos mandados executados hoje. Entretanto, seu sigilo telefônico foi quebrado como parte das investigações em curso.

O general Braga Netto do Comando Militar do Leste, foi nomeado interventor. Antes, ele coordenou a segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016, e ocupou o serviço de inteligência do Exército. Braga Netto escolheu como auxiliares os também generais Richard Fernandes Nunes, como secretário de segurança, e Mario Sinott para o operacional.  No encerramento da Intervenção no Rio foram apuradas também irregularidades sobre o gasto do orçamento de 1.2 bilhões da operação, segundo foi amplamente noticiado pela midia de então.

A investigação começou com a cooperação internacional de Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI), na qual informa-se que a empresa estrangeira e o Governo celebraram contrato, por meio do Gabinete de Intervenção Federal do Rio de Janeiro, com sobrepreço em coletes balísticos.

A autoridades americanas descobriram o crime no curso da investigação americana sobre assassinato do presidente haitiano Jovenel Moises, em julho de 2021, na qual a referida empresa ficou responsável pelo fornecimento de logística militar para destituir Moises e substituí-lo por Christian Sanon, um cidadão americano-haitiano.

Após a comunicação de crime pelas autoridades americanas, o TCU encaminhou os ofícios e processos referentes à Tomada de Contas das compras das contratações de coletes balísticos pelo Gabinete de Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, apontando indícios de conluio entre as empresas e de estas terem conhecimento prévio da intenção de compra dos coletes pelo GIFRJ e estimou um valor total global do potencial sobre preço de R$ 4.640.159,40.

Foi celebrado contrato com o Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro, após a dispensa de licitação, em dezembro de 2018, no valor de US$ 9.451.605,60 (valor global de R$ 40.169.320,80 do câmbio à época), tendo recebido integramente o pagamento do contrato no dia 23/01/2019.

Após a suspensão do contrato pelo Tribunal de Contas da União, o valor foi estornado no dia 24/09/2019.

Além desta contratação, a Operação Perfídia investiga o conluio de duas empresas brasileiras que atuam no comércio de proteções balísticas e formam um cartel desse mercado no Brasil. Tais empresas possuem milhões em contratos públicos.

Operações: 1 MBA em Minas Gerais; 2 MBAs no Distrito Federal;3 MBAs em São Paulo;10 MBAs no Rio de Janeiro.

 

*Com informações da PF

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