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Política

Gleide Ângelo e Cida Pedrosa debatem rede de proteção às mulheres

Por: REDAÇÃO PORTAL
A delegada e a poetisa fizeram uma “live” em suas redes sociais e discutiram, peincipalmente, soluções para a “pandemia” da violência contra a mulher.

Foto: Reprodução Internet

09/09/2020
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Na noite dessa terça-feira (8), a deputada estadual Delegada Gleide Ângelo (PSB) deu sequência à série de lives que, com a pandemia, foram intensificadas e batizadas de Roda de Diálogo virtual. 
 

Desta vez, Gleide recebeu para a conversa, transmitida em suas redes sociais, a advogada, escritora e poetisa Cida Pedrosa, que é pré-candidata a vereadora do Recife pelo PCdoB.
 

As duas debateram durante quase uma hora os problemas enfrentados pelas mulheres, diante da intolerância machista da sociedade.


Assuntos como feminismo, violência, sororidade, participação política e, principalmente, o fortalecimento das políticas públicas e da rede de proteção às mulheres, foram amplamente abordados por Gleide e Cida, que são personagens ativas destas lutas.
 

Cida Pedrosa é natural da Bodocó. Filha de agricultor, enche o peito para dizer que o gosto pela leitura não veio na escola e sim com o seu pai e seu Zé Pedro, que eram dois grandes contadores de história. “A minha leitura começou antes de eu ir para a escola. A leitura do mundo começou de eu ouvir história de trancoso, da boca do meu pai, e da boca do seu Zé Pedro”, disse em uma entrevista recente.
 

Já no Recife, onde veio morar com um irmão para se dedicar aos estudos, Cida desenvolveu um estilo próprio de escrever. Ao tempo que estudava não perdia de vista a necessidade de lutar para que as mulheres tivessem direito ao seu espaço. 
 

Sua vida inteira é dedicada à militância. Seja na cultura, na literatura, no feminismo, na advocacia, na política ou na gestão pública, Cida é uma militante apaixonada pela causa da igualdade de oportunidades e respeito entre os gêneros.
 

Recentemente, ocupou a Secretaria Municipal da Mulher no Recife e lá promoveu diversas campanhas, projetos e ações para melhorar a vida das mulheres. Deixou sua marca em muito o que fez. A criação da Brigada Maria da Penha, a participação efetiva e igualitária das mulheres nas ações da prefeitura e a instalação do Fundo Municipal de Políticas para as Mulheres, o primeiro a ser efetivado entre as capitais brasileiras, são algumas das ações que tiveram o seu DNA.
 

Gleide Ângelo é a deputada estadual mais votada de toda a história de Pernambuco. E esse marco é entre mulheres e homens que já disputaram eleições para o mesmo cargo. 
 

Advogada, Delegada da Polícia Civil de Pernambuco com 17 anos de carreira, Gleide se elegeu com mais de 412 mil votos, na primeira eleição que disputou.
 

Nestes primeiros 18 meses de mandato, a Delegada já apresentou mais de 50 proposições na Assembleia Legislativa de Pernambuco, das quais 01 já é Emenda Constitucional e 26 se tornaram Leis. As outras seguem em tramitação nas comissões da Alepe.
 

Muito requisitada, cada dia mais, principalmente pela população feminina, Gleide criou o projeto Rodas de Diálogo e desde o início do seu mandato percorreu em torno de 40 municípios em 80 encontros, sempre com excelente receptividade e presença de público.
 

Nas Rodas de Diálogo, ela apresenta sua experiência na luta contra a violência contra a mulher e sempre explica o que a fez levar para a política. 
“Como delegada resolvi muitos casos e prendi muita gente. Mas sempre me doeu muito só chegar depois que a mulher já havia assassinada. O trabalho da polícia é fundamental, mas ninguém mata uma mulher na primeira discussão. Até chegar a esse ponto, ela já passou por muita humilhação, por muito sofrimento. Por isso que resolvi que era hora de fazer mais. De lutar pelo fortalecimento da rede de proteção às mulheres e com isso evitar o máximo de casos que chegassem ao ponto final para a mulher. Porque o sujeito pode até ser preso, pode até ser condenado, mas quem perdeu a vida foi ela”. É assim que geralmente fala nas reuniões para uma plateia atenta que depois é convocada por Gleide para assumir o seu papel. Dá um basta à situação de submissão e entender que “lugar de mulher é onde ela quiser”, como não se cansa de dizer.

 

Com a pandemia e a necessidade do distanciamento social, Gleide Ângelo transformou os encontros presenciais em “lives”. Com o mesmo ritmo que tinha antes, três, quatro e até cinco eventos por semana, vem tendo presença cada vez mais forte nas redes sociais.

Com uma agenda lotada, convidando ou sendo convidada ela não se furta a uma boa conversa, desde que o assunto seja do interesse das mulheres.
No mês de agosto passado, iniciou uma nova série de Rodas de Diálogo Virtual. As primeiras realizadas tiveram como convidadas Bianca Pinho Alves (Paulista), Delegada Euricélia Nogueira (Camaragibe), Úrsula Nunes (Limoeiro) e Cida Pedrosa (Recife).

 

Nesse processo eleitoral deste ano, a deputada Delegada Gleide Ângelo, rechaçou toda e qualquer especulação sobre sua participação como candidata nas eleições municipais deste ano. “Fui eleita para ser deputada por quatro anos e assim será. Depois a gente resolve o que vai fazer, mas até 2022 o meu lugar é onde os 412.636 votos das pernambucanas e dos pernambucanos me colocaram: na Alepe”, disse ao recusar todos os cenários que apontavam o seu favoritismo onde por ventura disputasse.
 

Mas isso não quer dizer que esteja alheia à eleição. Muito pelo contrário, Gleide dá indicativo que participará da campanha municipal em diversas cidades pernambucanas. Onde tiver uma candidatura que ela confie e que represente a luta das mulheres para, no futuro, colaborar para a ampliação da rede de proteção e o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, provavelmente ela estará lá. 
 

Do seu jeito, fazendo a política da forma que acredita que deve ser feita. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive nas câmaras municipais de todo o Estado de Pernambuco.  

 

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