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Startups

Ignorar a inteligência artificial não é uma opção. Os desafios na era da Inteligência Artificial

Por: REDAÇÃO PORTAL
A “quarta revolução industrial” é desencadeada pelo ChatGPT

Foto: O jogo está apenas começando. É hora de entender o momento e se preparar para o futuro, olhando a IA como uma aliada poderosa

01/09/2023
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A presente materia faz parte do informe especia: "Os desafios da ESG na era da inteligência artificial"  que você pode ler de maneira completa no link abaixo. O material foi produzido por  J& cIA

Leia aqui a edição completa 

 

Em setembro de 2020, quando o MediaTalks nasceu, a pandemia ameaçava o jornalismo e o trabalho remoto desafiava corporações a adotarem novas tecnologias para se comunicar com públicos internos e externos. Agora, o desafio é a inteligência artificial, tema desta edição que apresenta pesquisas, relatos de vários países e opiniões de especialistas sobre seu impacto na prática de relações públicas e na reputação das companhias comprometidas com os princípios ESG. A “quarta revolução industrial” desencadeada pelo ChatGPT acontece quando o futuro da agenda ESG tem sido colocado em dúvida. Um cenário econômico global adverso provoca questionamentos de investidores sobre uso de recursos em ações sociais e ambientais que comprometam lucros imediatos. Será uma tendência? Nem todos concordam. Em um artigo na Harvard Business Review, o consultor em estratégias de sustentabilidade Andrew Winston, autor do livro Green to Gold, publicado pela Yale University, defende que o movimento dos investidores está na verdade provocando mais

 

 

 A sigla ESG (Environment, Social & Governance, em inglês) resume expectativas e cobranças a respeito da conduta das corporações que começaram muito antes de ela ter sido inventada. E que não vão deixar de existir se o uso da sigla se tornar mais discreto na comunicação pública, como têm feito algumas empresas a fim de neutralizar pressões de grupos conservadores. Com ou sem sigla, consumidores querem produtos mais sustentáveis e a natureza preservada. Uma expressiva parcela da sociedade exige inclusão e diversidade. Novas leis restringem a coleta indiscriminada de dados pessoais. Más práticas em operações longínquas batem na porta das sedes corporativas, resultado da demanda por transparência. A IA é um caminho sem volta, com benefícios ainda inexplorados. Entretanto, para a reputação das corporações, há pedras nesse caminho associadas aos valores ESG que não devem ser ignoradas por líderes e profissionais de comunicação.

 

TROCANDO PESSOAS POR ROBÔS

Embora tecnologicamente possível e financeiramente benéfico para o bottom line, substituir empregados por máquinas não será tão fácil do ponto de vista reputacional, como já demonstrou a greve dos roteiristas e atores em Hollywood.

IA GENERATIVA, VILÃ DO CLIMA

Embora a inteligência artificial tenha potencial para melhorar a gestão energética, a modelagem climática, a previsão de desastres naturais e de otimizar processos industriais, o treinamento intensivo dos modelos de linguagem é um grande gerador de emissões de carbono. Companhias que adotem a IA em seus processos devem estar atentas aos efeitos em suas metas de redução do impacto ambiental.

 

VIÉS ALGORÍTMICO

Os riscos de ferramentas de IA incorporarem padrões discriminatórios estão amplamente documentados em situações que fazem parte da realidade operacional das empresas, como recrutamento, vigilância patrimonial e interação com máquinas em sistemas de reconhecimento facial e de voz, afetando minorias raciais e pessoas com deficiência, por exemplo.

SEGURANÇA E PRIVACIDADE

A facilidade de coletar dados usando IA pode levar à tentação de utilizá-los sem considerar limites de privacidade e segurança.

ÉTICA E CONFORMIDADE

A IA anda com mais velocidade do que as regulamentações para utilizá-la e o consenso sobre seu uso ético. Quando leis forem estabelecidas, empresas podem ser questionadas sobre práticas adotadas quando elas ainda não existiam.

DIREITOS AUTORAIS

Artistas e produtores de conteúdo já estão processando empresas de IA generativa. Enquanto as regulamentações engatinham, funcionários das empresas que não proibiram ou limitaram seu uso seguem produzindo textos e imagens (não apenas de comunicação, mas também e-mails, planos, petições jurídicas e até políticas corporativas) com a ajuda dela. Sem saber, podem utilizar informações protegidas - e os verdadeiros donos aparecerem cobrando a conta.

 PARA COMPLETAR… CRISES MAIS DISSEMINADAS E CRÍVEIS

Além de todas as potenciais crises corporativas na era da IA, vídeos deepfake, histórias inteiramente inventadas, deturpação de fatos reais, e falsificações de documentos ou de sites inteiros (como aconteceu com veículos de imprensa respeitados) oferecem o risco de crises de proporções gigantes para marcas e empresas. Seu poder de convencimento é maior - e maior será o esforço necessário para restabelecer a verdade, demandando monitoramento rigoroso e expertise para combater com as mesmas armas.

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