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Hidrogênio de baixo carbono inaugura nova agenda de desenvolvimento econômico, social e ambiental, destaca Alexandre Silveira

Por: REDAÇÃO PORTAL
MME apresentou o Plano de Trabalho Trienal (2023-2025) do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e destacou potencialidades do Brasil em reunião com investidores. Cerca de US$ 30 bilhões em projetos de hidrogênio de baixo carbono já foram anunciados

Foto: O desenvolvimento do hidrogênio de baixo carbono no Brasil trará maior segurança energética. Foto: freepik

21/08/2023
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil inaugura, por meio do hidrogênio de baixo carbono, “uma nova agenda de desenvolvimento econômico, social e ambiental”. A declaração do ministro foi feita durante reunião ampliada com o setor privado para a apresentação do Plano de Trabalho Trienal (2023-2025) do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), na tarde desta quarta-feira (16/8). Cerca de US$30 bilhões em projetos de hidrogênio de baixo carbono já foram anunciados no setor, de acordo com o MME.

“O desenvolvimento do hidrogênio de baixo carbono no Brasil trará maior segurança energética, criará novos empregos, contribuirá para a descarbonização da indústria e dos transportes e ajudará a criar um mercado internacional desse vetor da ordem de bilhões de dólares. O Programa Nacional do Hidrogênio também é um marco fundamental na estratégia do Brasil para liderar a transição energética no mundo”, afirmou o ministro.

A reunião teve como objetivo apresentar ao setor privado o plano de trabalho e as potencialidades do Brasil na produção do hidrogênio de baixo carbono, além de ouvir as propostas para cada modelo de setor. Entre as prioridades do PNH2 colocadas no documento estão a definição de um marco legal-regulatório nacional, a intensificação de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação – com foco na redução de custos, e a ampliação do acesso a financiamentos para projetos voltados à produção do hidrogênio.

“O Brasil possui uma combinação de fatores que nos coloca em posição de destaque no mercado global de hidrogênio. Temos recursos energéticos em diversidade e abundância, solidez institucional, estabilidade política e capacidade de investimentos em desenvolvimento tecnológico. Esses são alguns dos aspectos que conferem competitividade para o nosso país. Não é à toa que já registramos cerca de US$30 bilhões em projetos anunciados em hidrogênio de baixo carbono no país”, destacou Alexandre Silveira.

Silveira ainda destacou que o PNH2 será fundamental no processo de transição energética, prioridade do governo do presidente Lula. Segundo ele, durante a reunião do G20, na Índia, ficou ainda mais clara a responsabilidade do Brasil em liderar e ser protagonista na produção de energias limpas e renováveis e o programa busca concretizar e alavancar as potencialidades nacionais diante desse novo contexto. Entre elas, o hidrogênio de baixo carbono figura como uma das soluções tecnológicas consideradas nos cenários de neutralidade de carbono até 2050 propostos para o Brasil.

“Uma produção mais limpa, com baixo teor de carbono associado, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se aos compromissos ambientais internacionais assumidos pelo Brasil. Com foco em rotas tecnológicas de baixo carbono, as ações contidas no Plano Trienal 2023-2025 iniciarão o caminho que possibilitará que o Brasil se consolide como o maior e mais competitivo produtor de hidrogênio de baixo carbono da América Latina até 2035. Estamos empenhados e vamos equilibrar o desenvolvimento, com frutos sociais, aliado à importante agenda da sustentabilidade”, finalizou.

O Plano Trienal

O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Thiago Barral, apresentou o Plano Nacional Trienal 2023-2025, onde foram divulgadas as ações propostas para os próximos três anos. “O Brasil possui potencial técnico para produzir 1,8 gigatoneladas de hidrogênio por ano. As projeções atuais colocam o Brasil como o país com menor custo de produção de hidrogênio de baixo carbono e seus derivados”, explicou o secretário.

O plano teve a contribuição de mais de 40 instituições governamentais para definir as ações propostas, e mais de 650 contribuições registradas por meio da Consulta Pública nº 147/2022. Além disso, mais de 20 instituições do setor privado acompanharam as reuniões das câmaras temáticas.

“O programa é uma construção coletiva, não é projeto de um ministério. Foi construído a muitas mãos, com contribuição de órgãos públicos e privados, instituições e associações ligadas ao setor, pois é um projeto mais amplo de transformação”, destacou Barral.

Durante a segunda parte do evento, o secretário Barral respondeu aos questionamentos realizados pelo público virtual e presencial. A reunião contou com a participação de órgãos públicos, como a Casa Civil da Presidência da República e os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; de Relações Exteriores e Ciência, Tecnologia e Inovação, além da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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