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Intenção de comemorar o Dia das Crianças é baixa entre os pernambucanos

Por: REDAÇÃO PORTAL
Pesquisa da Fecomércio-PE aponta que inflação, queda na renda e pandemia impactam na decisão de consumo para o dia 12 de outubro

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

05/10/2020
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O perfil conservador dos consumidores diante da Covid-19 se mantém na intenção das famílias pernambucanas em comemorar o Dia das Crianças. É o que mostra pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio-PE em parceria com o Sebrae. Segundo a pesquisa, 61,5% dos entrevistados disseram que não têm intenção de comemorar o dia 12 de outubro. Os motivos não surpreendem. 20,2% disseram estar sem dinheiro. 18,2% apontam as limitações do isolamento social, 14,2% afirmam que os preços dos produtos estão muito altos, 7,5% estão desempregados e 6,5%, endividados.

Para o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, a baixa intenção de comemorar a data surpreende, visto que o segundo semestre apresenta um cenário bem mais positivo que o primeiro, com uma melhora no nível de endividamento das famílias e no acesso ao crédito. “Entre os fatores determinantes para evitar gastos com comemoração, estão a redução no valor do auxílio emergencial, a queda na renda e a inflação em alimentação e bebidas, o que acaba impondo restrições orçamentárias às famílias mais pobres”, explica o economista.

Mesmo o cenário de quem pretende comemorar também é influenciado pelo medo do contágio do novo coronavírus, desincentivando o consumo de serviços. Os entrevistados que confirmaram a celebração foram 38,5%. Desses, 40,5% vão se limitar a comprar presente e só 17,8% devem procurar atividades recreativas. Ir a lanchonetes e restaurantes (10,3%); viajar (9,9%); cinemas ou teatros (0,5%) e 21,1% vão procurar outras formas de aproveitar a data.

A pesquisa aponta também que as vendas no comércio de rua estão à frente, com 50% dos entrevistados com intenção de comprar presentes em lojas físicas. Os shoppings centers ficaram com a segunda posição (34,9%), o e-commerce com 14%. Entre as preferências de presentes, os brinquedos estão no topo com 54%, seguidos de roupas (20%); sapatos (9%); celulares, smartphones e tablets (4%) e equipamentos de áudio e vídeo (2%).

“O comércio eletrônico, que durante o período mais intenso de isolamento social se mostrou como o canal mais apontado para a compra de produtos, agora voltou a ser menos expressivo, pois parte das pessoas que passaram a comprar pela internet ainda preferem a ida ao estabelecimento para conhecer o produto.  A alta do dólar, que encarece produtos importados também é fator de influência”, analisa o economista.

Em relação aos valores, 33,7% dos entrevistados pretendem gastar entre R$50 e R$100 com o presente, 22,1% pretendem gastar até R$50. Os que querem investir entre R$150 e R$200 são 10,5%, e 16,3% pretendem gastar mais de R$200. Pagar em cartão de crédito será a solução para 53,5% dos pesquisados, já que dá a opção do parcelamento. Pagamento em dinheiro (41,9%) e cartão de débito para compras à vista (4,7%).

A pesquisa foi realizada de forma digital, pelo aplicativo Cittamobi, entre os dias 25 e 29 de setembro, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Um total de 557 pessoas responderam ao questionário.

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