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Economia

Intenção de consumo das famílias pernambucanas tem leve queda em Julho

Por: REDAÇÃO PORTAL
O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

22/07/2021
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Em julho o índice de intenção de consumo das famílias pernambucanas recuou 1,8%, na comparação com junho, caindo de 67,5 para 66,3 pontos. Na comparação anual, com o mês de julho de 2020, quando o índice foi de 54,7 pontos, houve avanço de 21,2%.

 

O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e acompanha as tendências de curto prazo no comportamento dos consumidores, com base em suas perspectivas atuais e futuras quanto a emprego e renda, condições de crédito e capacidade de compras.

 

O índice é apresentado na escala de 0 a 200 pontos: 100 pontos é o patamar de estabilidade e quando está abaixo de 100, significa que os consumidores estão insatisfeitos e pouco propensos a comprar. Para mensurar esses índices, a CNC investiga a situação atual do consumidor com relação a um ano atrás e as suas perspectivas para os próximos seis meses.

 

Pernambuco: ICF e subíndices - julho/2020, maio/2021 e julho/2021

Indicador

jul/20

jun/21

jul/21

Variação Mensal*

Variação Anual**

(valores em pontos)

Emprego atual

78,3

81,9

82,1

0,2%

4,9%

Perspectiva profissional

47,1

70,9

67,3

-5,1%

42,9%

Renda atual

66,2

80,2

78,6

-2,0%

18,7%

Compra a prazo

66,9

92,4

91,0

-1,5%

36,0%

Nível de consumo atual

39,1

45,7

46,3

1,3%

18,4%

Perspectiva de consumo

50,3

48,8

46,5

-4,7%

-7,6%

Momento para duráveis

34,9

52,2

52,4

0,4%

50,1%

ICF Geral

54,7

67,5

66,3

-1,8%

21,2%

Nota: * base: mês imediatamente anterior; ** base: mesmo mês no ano anterior.

O resultado de julho foi influenciado pelos subíndices que medem a perspectiva das famílias quanto ao emprego e às condições de consumo nos próximos meses. Entre junho e julho houve queda de 5,1% (de 70,9 para 67,3 pontos) no subíndice que mede a expectativa das famílias quanto à melhoria da condição profissional dos responsáveis pelo domicílio nos próximos meses. A maioria das famílias (48,9%), acredita que não haverá melhora profissional, enquanto outra parcela significativa (34,9%) não consegue definir sua expectativa para o mercado de trabalho no segundo semestre e apenas 16,2% se sente otimista no curto prazo.

Quanto à perspectiva de consumo, o recuo foi de 4,7% no comparativo mensal (de 48,8 pontos junho para 46,5 pontos em julho) e de 7,6% no comparativo anual. Esse é o quarto mês consecutivo que a perspectiva de consumo das famílias para o curto prazo está em queda. O resultado reflete o elevado percentual de famílias que esperam consumir menos no segundo semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado: em março, esse percentual era de 50,2% e subiu para 61,6% em julho.

A percepção sobre a renda atual também registrou queda em relação ao mês imediatamente anterior: de 80,2 pontos em junho para 78,6 pontos em julho. Esse subíndice também está em queda desde abril, quando registrava 86,4 pontos. Em julho, 33,2% das famílias avaliam que a renda familiar está pior que o observado no mesmo período do ano passado, 55,0% avaliam que estão na mesma condição financeira e apenas 11,8% observam que a situação da renda familiar é melhor que em julho de 2020.

Pernambuco: evolução do ICF e subíndices (valores em pontos) - janeiro/2020 a julho/2021

Fonte: Pesquisa direta CNC. Elaboração Fecomércio-PE.

Os resultados apontam que, apesar da retomada de diversas atividades, as famílias pernambucanas ainda aguardam com cautela o desempenho do mercado de trabalho no segundo semestre para tomar novas decisões de consumo. O emprego formal, segundo os dados do Caged até maio, tem resultado positivo, mas muitos ainda esperam consolidar a sua recolocação profissional para ampliar a perspectiva de consumo. Além desse fator de incerteza, as famílias também estão mais cautelosas devido a possibilidade de novos aumentos em preços que pesam sobre orçamento doméstico, como a energia elétrica, o gás de cozinha e itens básicos da alimentação.

 

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