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Líder político do Equador, Pedro Briones é morto a tiros

Por: Carlos SIERRA

Foto: Equador vive era de violencia política a mãos do narcotráfico;

16/08/2023
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Mais um político é assassinado no Equador às vésperas das eleições no país. Nesta segunda-feira (14), Pedro Briones, um líder local do movimento político fundado pelo ex-presidente do Equador Rafael Correa, foi morto a tiros na província de Esmeraldas perto da fronteira com Colômbia.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1548821&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1548821&o=node

Candidata à Presidência da República pelo mesmo partido de Briones, Luisa González, lamentou nas redes sociais a morte do correligionário, afirmando que o país vive “sua época mais sangrenta”, similar à que a Colômbia passou durante a guerra contra o narcotráfico, e criticou o atual governo, do presidente Guillermo Lasso.

“O Equador vive sua época mais sangrenta. Devemos isto ao abandono total de um governo inepto e a um Estado tomado pelas máfias. Meu abraço solidário à família do companheiro Pedro Briones, tombado pelas mãos da violência”.

Briones morreu cinco dias após o assassinato de Fernando Villavicencio, candidato à presidência do Equador. Villavicencio, 59 anos, foi morto a tiros na última quarta-feira (9). O candidato do Movimento Construye se despedia de seus apoiadores após participar de um ato de campanha em Quito, quando homens fortemente armados se aproximaram atirando. Ao menos mais nove pessoas foram feridas no atentado, entre elas um candidato a deputado e três seguranças de Villavicencio.

A votação está marcada para o dia 20 de agosto e ocorrerá em meio a altos níveis de criminalidade no país, crescentes episódios de violência e assassinatos em cidades e presídios. Lasso atribui a violência a quadrilhas ligadas ao narcotráfico.

Pedro Briones

Pedro Briones era conhecido por enfrentar as corporações em Esmeraldas,  província muito rica mas super explorada. Ele foi parte do processo da Revolução Cidadã, como ficaram conhecidos os dois períodos de governo de Rafael Correa, entre 2007 e 2017. Segundo seus companheiros de partido era especialmente um  formador da juventude e uma referência de luta e lealdade política.

Nas últimas eleições municipais foram assassinados dois militantes do RC.  Um candidato a vereador na província de Manabí, a poucas horas de iniciar a votação, e um jornalista, candidato a vereador na província de Pichincha.

“A Revolução cidadã está de luto todos os dias porque matam nossos companheiros a mando do governo central, como mataram ontem o companheiro Briones”, denuncia indignada Jhayaira Urresta, candidata a reeleição, apesar de tudo.

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