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Literatura

Mônica Silveira, a cara do jornalismo pernambucano

Por: SIDNEY NICÉAS
A repórter Mônica Silveira lançou o livro “Histórias de uma Repórter de TV” e contou tudo pra gente

Foto: Sam Balye/Louisse Lemuel Enad/Unsplash/Arte Tesão Literário

07/11/2021
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*por Sidney Nicéas

Não é exagero afirmar o que traz o título desta matéria: Mônica Silveira é a cara do jornalismo pernambucano, seja pela competência, carisma e história, aliados ao seu inconfundível sotaque. Lembrada sempre junto de outras feras locais, como Francisco José, Beatriz Castro ou Bianka Carvalho (para ficar só nesses), a repórter cunhou um olhar próprio para o desenvolvimento de matérias, marcando toda uma geração que permanece ativa e fazendo jornalismo de qualidade. Completando 36 anos de carreira, Mônica lançou na última quarta (03) seu livro “Mônica Silveira - Histórias de uma Repórter de TV” (Cepe Editora), que abarca um período de transformação do jornalismo brasileiro, especialmente pela evolução tecnológica e velocidade da informação.

A obra segue uma linguagem fácil e que provoca uma sensação de diálogo com a autora. Nela, a jornalista detalha muitas curiosidades dos bastidores do jornalismo e da TV, minúcias da sua vida pessoal e um painel muito interessante do desenvolvimento da própria Rede Globo em Pernambuco - sem falar nos Brasis que se revelam em suas memórias. “Escrever minhas memórias foi até fácil, pois eu gosto muito de escrever e de ler, tenho muitos álbuns de fotos com muitas coisas escritas. Eu registro tudo, boto em álbum e escrevo nas legendas. Então foi muito gostoso passear nessas memórias, ainda que por algumas não muito felizes, como lembrar dos que já se foram, colegas de trabalho ou mesmo da minha irmã, levada pela Covid… Mas foi gostoso de fazer”, revela.

A cada página, é inevitável perceber o quanto muita coisa mudou: a atuação do repórter, a maneira de fazer matérias, a velocidade da informação, a tecnologia, o espaço para as produções locais, o próprio país… Mônica acabou fazendo do seu livro uma memória indispensável para pensar no que se passou; e no que virá. “Quando a gente é jornalista acompanha tudo muito de perto, vê as coisas mais de perto do que gostaria e a gente precisa disso. Mas sou otimista, viu? Continuo acreditando que vai rolar um tempo massa. Vai precisar rolar. Cada um de nós pode fazer a diferença”, afirma.

O livro acaba revelando como a tecnologia vem sendo utilizada nas redações e o quanto foi - e é - preciso se adaptar aos novos tempos. “Os meios digitais são o que há, e o que haverá. A gente precisa estar linkado, sintonizado com isso. E traz um monte de coisas boas, inclusive essa coisa de ficar tudo imediato. Antes se dizia “Ah, a instantaneidade e o imediatismo pertencem ao rádio, a televisão está sempre atrás e o jornal mais ainda”. Hoje não é mais nada disso. Os portais estão aí, as redes sociais estão aí, então a notícia viaja em tempo real pra todos os lugares. Só que além das notícias, os fatos, as fakes também viajam em tempo real. Isso é uma tristeza”.

Mônica conta com naturalidade na obra as ‘saias justas’ que passou em diversas ocasiões. Pra gente, falou também das repercussões instantâneas disso hoje nas redes sociais e o quanto o ‘ao vivo’ se tornou o trunfo das emissoras de TV. Há muitas curiosidades para deliciar o leitor. “O ao vivo é a tendência do jornalismo e vamos fazer isso cada vez mais. Quem não gostava começou a gostar, a se adaptar, tem gente que saboreia isso desde sempre, mas é sempre arriscado. Acontecem loucuras no momento em que a gente está ao vivo!”, diz com bom humor.

Leitora ativa, Mônica Silveira lê cerca de 01 livro e meio por mês, em média, afirma ter gosto eclético, que vai desde Gabriel García Márquez até Chimamanda Ngozi Adichie, passando por Joyce Meyer. E não mede palavras para defender a leitura como grande instrumento para o desenvolvimento humano. “Eu gosto muito de livros de Ficção, gosto de tanta coisa! Adoro ler! Se existir ‘milhões de por cento’, é esse o valor do livro para o desenvolvimento humano. A gente precisa ler, o livro conecta a gente com universos, com ideias, com a gente mesmo. Que maravilha seria se as pessoas lessem muito mais”.

O Tesão Literário esteve presente no lançamento de “Mônica Silveira - Histórias de uma Repórter de TV” e, por mensagem, a gente bateu um papo massa com Mônica Silveira sobre muito mais do que você leu até aqui. Confere abaixo. E não deixe de adquirir o livro - você pode comprar aqui, diretamente no site da Cepe.

 

TESÃO LITERÁRIO- 36 anos de televisão. O que o leitor pode esperar do seu livro? 

MÔNICA SILVEIRA- O leitor pode esperar um lugar onde vai encontrar bastidores de reportagem, do ao vivo na TV - e daquelas maluquices que acontecem -, as coisas bacanas e tristezas enormes com as quais a gente se depara, porque é assim que o jornalismo é: a gente nunca sabe pra onde vai naquele dia. Tem também a evolução do telejornalismo nesses anos todos, um pouquinho da minha história pessoal e também da Globo em Pernambuco nessas três últimas décadas. 

TL- Fala um pouco da composição da obra: como foi escrever sobre suas memórias? 

MS- Escrever minhas memórias foi até fácil, pois eu gosto muito de escrever e de ler, tenho muitos álbuns de fotos com muitas coisas escritas. Eu registro tudo, boto em álbum e escrevo nas legendas. Então foi muito gostoso passear nessas memórias, ainda que por algumas não muito felizes, como lembrar dos que já se foram, colegas de trabalho ou mesmo da minha irmã, levada pela Covid… Mas foi gostoso de fazer. O mais trabalhoso no fim das contas foi pesquisar mesmo, datas, locais, grafia de palavras, nomes corretos das pessoas e não esquecer nada nem ninguém - dentro do possível.

TL- Muitas foram as mudanças nesse período para o repórter. Como foi passar por essas transformações, especialmente em relação aos avanços tecnológicos? Nesse sentido, que curiosidades podem ser degustadas pelo leitor? 

MS- Bom, foram milhões de mudanças. Eu preciso admitir que sou da época da máquina de escrever e do fax. Quando apareceu um computador na redação foi uma vitória! Até coloquei uma foto da época, quando a gente ainda usava aquele telefone fixo o tempo todo e escrevia mesmo datilografando. Somos imigrantes digitais, e precisamos ser. Para mim, particularmente, nem sempre foi a coisa mais fácil do mundo, porque às vezes eu resistia um pouquinho, especialmente quando precisei escrever textos no celular, porque sou apegada à caneta e ao papel e ainda ando com meu caderno pra lá e pra cá. Mas… vamos navegar, né? Precisei fazer uma cirurgia no olho pra parar de usar óculos no ar, porque ao vivo eu ficava naquele tira óculos, bota óculos, pra ler alguma coisa. Aprendi a digitar com dois dedos somente… Eu conto um pouquinho dessa história, dessa transição necessária para que a gente consiga seguir rumo ao futuro.

TL- E as mudanças no país? Como você vê o Brasil nesses 36 anos de profissão? 

MS- Quando a gente é jornalista a gente acompanha tudo muito de perto. A gente vê as coisas mais de perto do que gostaria, mas a gente precisa disso. Eu vejo o Brasil como um país que precisa melhorar muito. Sempre precisou. Gostaria demais de dar notícias muito melhores, não todas, claro, mas falar de coisas mais bacanas. Às vezes as pessoas dizem “mas só tem desgraça no jornalismo”... Não é isso. É que a produção de coisas difíceis - que não somos nós quem produzimos, né? - é grande mesmo. E a gente não pode deixar de mostrar. Precisamos estar juntos, sofrendo ou não. Mas sou otimista, viu? Continuo acreditando que vai rolar um tempo massa. Vai precisar rolar.

TL- Você já ocupou várias funções no jornalismo da Globo, fez filme do inesquecível Fernando Spencer, recentemente mediou uma mesa na Bienal de Pernambuco... Existe uma alma de artista que abraça a jornalista, ou é o contrário, ou só a jornalista tem vez? 

MS- Ah Sidney… Aquele filme de Fernando Spencer foi um acidente na minha vida! (risos) Foi motivado exclusivamente porque eu estava com um corte de cabelo parecido com o dos anos 20 e me convidaram pra fazer o filme. Eu, muito atrevida, me meti a fazer aquilo. Eu era mais livre do que sou hoje por isso me atrevi a fazer, mas sou muito tímida. Não parece, mas sou tímida e reservada e não me arrisco muito não. Com relação à mesa da Bienal, achei massa! Que bom foi estar na Bienal, falar com Gerson Camarotti, um cara que é uma referência pra mim - e incrível que ele foi meu aluno lá atrás -, um cara que convidei pra escrever o prefácio do meu livro e aceitou na hora, um cara tão ocupado e que em pouquíssimo tempo me mandou, ele leu o livro e mandou o prefácio... Gostei muito. Gosto disso, gosto de cultura, gosto de gente. Mas acho que minha alma é de jornalista mesmo, é ela que prevalece. Amo fazer o que faço.

TL- Como você avalia a nacionalização da programação da Rede Globo, ainda mais quando falamos do Nordeste? Esse foi um avanço conquistado ao longo das últimas décadas e você acompanhou de perto... 

MS- Bom, a Globo em Pernambuco - e escutei isso aqui, inclusive, do nosso diretor de programação - é a parte da Globo que mais produz programas locais. Com relação aos espaços nos telejornais, eles são iguais pra todas as cinco emissoras da Globo, e também das afiliadas. Mas a gente faz muita coisa local aqui. Principalmente aqueles programas super bacanas que vão ao ar à tarde, depois do Jornal Hoje, eu acho que a gente tem uma equipe muito caprichosa com a nossa terra aqui. E nossa terra também é muito fértil de cultura, de coisas bacanas, de talentos, gente engraçada, divertida e com contribuições incríveis. Acho que a gente faz muita coisa bacana e vai fazer muito mais, o que é incrível.

TL- Mas nem sempre foi assim - ou foi? Houve um tempo em que só a seca parecia interessar e houve muita luta para incluir a cultura pernambucana como valor nacional. Você também vê dessa maneira ou a percepção de dentro era outra? O que o livro traz nesse aspecto?

MS- Logo que entrei na Globo havia muita cobertura da seca, mas outras coberturas também foram se colocando muito fortemente. Essa parte cultural, desde que conheço, sempre foi muito forte, Carnaval, folguedos, Festa de Reis… E a gente se impôs também por outras coisas, reportagens de comportamento em geral. Acho que teve um momento seca, sim, mas depois Pernambuco mostrou muito as suas cores e coisas. No livro falo sobre as inúmeras reportagens no Sertão, não só de seca, mas outras coisas que fizemos que revelaram a nossa face, principalmente no Jornal Hoje, que topava fazer muita matéria de comportamento com personagens locais, moda pernambucana, receita de culinária, dicas de Alceu Valença e coisas assim. E tiveram também várias matérias sobre Turismo que a gente fez, do interior, as praias… A gente mostrou muita coisa disso.

TL- Você já falou um pouco sobre sua relação com a tecnologia, mas como você vê a adaptação do jornalismo aos meios digitais, mais ainda ao excesso de informação (fatos ou fakes) e às redes sociais? 

MS- Os meios digitais são o que há, e o que haverá. A gente precisa estar linkado, sintonizado com isso. E traz um monte de coisas boas, inclusive essa coisa de ficar tudo imediato. Antes se dizia “Ah, a instantaneidade e o imediatismo pertencem ao rádio, a televisão está sempre atrás e o jornal mais ainda”. Hoje não é mais nada disso. Os portais estão aí, as redes sociais estão aí, então a notícia viaja em tempo real pra todos os lugares. Só que além das notícias, os fatos, as fakes também viajam em tempo real. Isso é uma tristeza. Nosso trabalho de jornalista se torna muito mais importante ainda. Num tempo desses em que qualquer pessoa pensa qualquer coisa e se sente um repórter, um porta-voz de alguma coisa - e todos são repórteres e porta-vozes -, muitos agem com irresponsabilidade, coisa que jornalistas e a imprensa séria não fazem. Massa e lamentável ao mesmo tempo. Mas estamos aqui para brigar contra as fakes.

TL- Como é lidar com a sua exposição pública em tempos em que todo mundo expõe suas opiniões?

MS- Eu não exponho minhas opiniões de jeito nenhum nas redes sociais, a não ser que seja uma coisa assim muito… de muito consenso mesmo, sabe? Uma vez fui me arriscar no Twitter, logo no começo, muito tempo atrás, a desejar um feliz dia das mulheres e tal, e uma pessoa veio e me atacou politicamente, usando uma questão política do país na época. Nesse momento entendi que é melhor não, melhor eu guardar pra mim, pra minhas discussões com os amigos, minhas opiniões pessoais guardar em mim e tentar delas elaborar coisas melhores. É muita exposição pública, as pessoas estão muito de olho na gente, estamos muito na vitrine sim e isso deve trazer um senso de responsabilidade e até de neutralidade incrível. Eu procuro muito seguir essa cartilha.  

TL- O Recife é um caso de sucesso no país não somente no jornalismo aqui feito, mas também nas situações inesperadas que acontecem ao vivo. Conta aí algo que aconteceu contigo e que o leitor irá saborear no livro... 

MS- O ao vivo é a tendência do jornalismo e vamos fazer isso cada vez mais. Quem não gostava começou a gostar, a se adaptar, tem gente que saboreia isso desde sempre, mas é sempre arriscado. Acontecem loucuras no momento em que a gente está ao vivo! Bem recentemente eu estava ao vivo sobre o boletim da Covid-19 e o meu celular da comunicação, que eu escutava Márcio Bonfim, que estava apresentando o jornal, tocou. Ele é programado para jamais tocar, pois é usado somente para comunicação no ao vivo. E quando ele tocou eu não sabia o que fazer com ele, tentei desligar e não consegui, um colega se jogou na frente pra pegar e tive a certeza de que viraria meme no momento seguinte… Eu fiquei arrasada! (risos) Mas no final das contas não virei tanto meme assim não, porque isso foi parar no Recife Ordinário e eles foram muito generosos comigo, mas quando vi tinham muitos comentários com coisas do tipo “Tantos anos de jornalismo e não sabe botar um celular no silencioso”... As pessoas falam sem entender. E eu tive que me apressar pra postar nos comentários do Recife Ordinário o que tinha acontecido, porque eu estava me sentindo meio exposta ao ridículo. E não pelo Recife Ordinário, mas pelas pessoas que estão ali e que pensam qualquer coisa e colocam qualquer coisa. É muita exposição sim e isso às vezes me incomoda um bocadinho, outras um bocadão, mas estamos aqui, faz parte do pacote.

TL- Em quê a Literatura contribuiu (e contribui) para sua vida pessoal e profissional? Qual o real valor do livro para o desenvolvimento humano? 

MS- Amei que você tenha tocado nisso. Sempre fui uma leitora bem animada e quando estava ainda no colégio, no Contato, estava lendo Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, e tava apaixonadíssima por aquele livro. Acabei fazendo uma resenha pro jornal da escola. Acho que foi ali que percebi que poderia enveredar pelo Jornalismo. Depois disso vieram inúmeros livros, fico muito apaixonada pelo livro e me sinto órfã quando termino de ler um. Sinto que cada vez que leio um livro que acho delicioso, eu meio que fico querendo incorporar aquela linguagem, aquele jeito de ver o mundo daquele escritor e fico como quem quer fazer uma reportagem com quem escreveu aquele livro; é como se eu me apropriasse daquilo, daquela coisa linda, sublime, aquele mundo que a pessoa tá colocando pra mim. Eu acho que escrevo mais leve quando faço assim. Lógico que isso tem que ser atenuado porque Literatura é uma coisa e Jornalismo é outra. Se existir ‘milhões de por cento’, é esse o valor do livro para o desenvolvimento humano. A gente precisa ler, o livro conecta a gente com universos, com ideias, com a gente mesmo. Que maravilha seria se as pessoas lessem muito mais. E outra: adoro livro de papel. Gosto muito disso.

TL- O que a leitora Mônica Silveira anda degustando?

MS- Eu gosto muito de livros de Ficção. Adoro. O último livro que li, que acabei de ler, foi As Musas, de Alex Michaelides, um escritor que já tinha lido dele A Paciente Silenciosa, que adorei. Li recentemente alguns livros de Luci Foley, reli Gabriel García Márquez com Maria dos Prazeres. Li também A arte de Entrevistar Bem, de Thaís Oyama e Alceu Valença em Frente e Verso, de Anamelia Maciel... Foram quinze até aqui, neste ano. Tô agora com dois livros que quero começar a ler. Tô lendo também um livro de Joyce Meyer, que eu adoro, é uma referência evangélica pra mim, que sou e amo, então tô lendo Vivendo Além dos Seus Sentimentos, um dos inúmeros livros que ela fez… E tô aqui já na minha cabeceira com Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, de Taylor Jenkins Reid. Eu olho na internet dicas de livros, tô apostando nele e comprei. Às vezes pego um assim da internet e não curto, tem um aqui empacado que não vou falar o título, mas que não curti, mas muitas vezes eu curto. Gosto mesmo é de Ficção. Gosto de drama, romance, histórias inventivas, atualidades. Gosto muito dos livros de Chimamanda Ngozi Adichie, que já li No Seu Pescoço e Hibisco Roxo. Enfim, adorei ler A Costureira e o Cangaceiro, adorei ler O Tempo Entre Costuras... Eu gosto de tanta coisa! Adoro ler!

TL- Qual futuro você enxerga para nosso país? O Brasil deixou de ser o país do futuro (ou nunca foi)?

MS- Sidney, sou uma otimista. Não sei se o Brasil algum dia foi o país do futuro, mas estamos aqui para fazer o futuro do país. A nossa tarefa é importante, é gigantesca, mas vamos juntos. Vamos batalhar por isso, vamos ensinar aos nossos filhos, produzir informação de qualidade, vamos estimular as boas práticas porque a gente pode fazer a diferença. Cada um de nós pode fazer a diferença.

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Para seguir Mônica Silveira no Instagram: 

https://www.instagram.com/monicasilveira_/ 

Para adquirir o livro:

http://editora.cepe.com.br/livro/monica-silveira--historias-de-uma-reporter-de-tv 

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