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Cultura

Morre Pedro Bandeira, um dos criadores da Missa do Vaqueiro

Por: REDAÇÃO PORTAL
O poeta tinha 82 anos e convivia com o Mal de Parkinson desde o ano 2000

Foto: Reprodução internet

24/08/2020
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Um dos fundadores da Missa do Vaqueiro, em parceria com padre João Câncio e Luiz Gonzaga, poeta Pedro Bandeira (82) faleceu nesta segunda-feira (24).

Conhecido por ser cantador profissional, cordelista e escritor, em 2019, recebeu a Comenda Patativa do Assaré, condecoração que é dada a personalidades, artistas, poetas, cantadores e pesquisadores que se destacaram por suas relevantes contribuições à Cultura Popular Tradicional. 

Em 2018, para celebrar os 80 anos de vida do poeta, a Vila da Música do Crato criou a “Semana Cultural Pedro Bandeira”.

Era licenciado em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia do Crato, bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Crato, e bacharel em Teologia pela Universidade Vale do Acaraú.

Recebeu dezenas de diplomas, medalhas de mérito e quase duas centenas de troféus de 1º lugar em festivais ocorrido em todo o Brasil. 
Bandeira era radialista profissional, e comandou programas diários em rádio e semanais em televisão. O último programa feito por ele foi na TV Verde Vale.

Foi autor de mais de mil folhetos e centenas de poemas. Publicou muitos livros, gravou muitos LPs e CDs. É fundador da Associação dos Violeiros, Poetas Populares e Folcloristas do Cariri (AVPPFC).

Conhecido como o “príncipe dos poetas populares”, ele cantou para o papa João Paulo II e para outras figuras conhecidas nacionalmente como: os ex-presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, João Figueiredo, Fernando Collor e José Sarney.

Pedro Bandeira foi citado e elogiado por Luís da Câmara Cascudo, José Américo de Almeida, Jorge Amado, Téo Brandão, Rodolfo Coelho Cavalcante, e tantos outros escritores do Brasil e do exterior.

Com o poeta Geraldo Amâncio, fez várias apresentações em Portugal inclusive no palácio do governo para o presidente da época, Dr. Mário Soares.

Teve músicas gravadas por Luiz Gonzaga, Fagner, Luís Vieira, Alcymar Monteiro, Trio Nordestino, entre outros.

Em 1970, uma crônica de Carlos Drummond de Andrade publicada no Jornal do Brasil, em 1970, no Rio de Janeiro, apresentou o poeta nacionalmente.

Por duas vezes foi vereador em Juazeiro do Norte.

Foi o criador de jornais periódicos como a “Voz do Folclore”, “Voz da Nova República” e “O Crajubar”.

Nasceu dia 01 de maio de 1938, no Sítio Riacho da Boa Vista, em São José de Piranhas na Paraíba. Era neto do cantador nordestino Manoel Galdino Bandeira. 

Aos 6 anos de idade já fazia versos e aos dezessete, se tornou cantador profissional. Em 1961, se mudou para Juazeiro do Norte, onde teve residência fixa até o último dia de vida. 

Pedro Bandeira tinha Mal de Parkinson há 20 ano. Morreu em casa, deixando esposa e duas filhas. 

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