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No mês do orgulho LGBTQIA+, pesquisa revela preconceito ainda forte com o público

Por: REDAÇÃO PORTAL
75% dos entrevistados LGBTQIA+ apontam que as empresas têm preconceito em contratar e 53% já sofreram algum tipo de discriminação pela sua orientação sexual.

Foto: Divulgação/FB Assessoria de Comunicação

06/06/2021
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Todos os anos, durante o mês de junho, vários eventos são realizados em todo o mundo, como forma de reconhecer a influência que as pessoas LGBTQIA+ tiveram ao longo da história. 

O mês de junho foi escolhido porque marca a rebelião de Stonewall em 1969, que deu início ao dia do orgulho LGBTQIA+.

O marco do movimento de liberação gay e ativismo deve mesmo ser mais celebrado do que nunca: numa época em que os direitos conquistados a tanto suor e sangue estão cada vez ameaçados, é preciso lembrar ao mundo que inclusão é o único caminho para um futuro melhor.

Mas, apesar de toda essa manifestação mundial, o estudo Oldiversity®, desenvolvido pelo Grupo Croma, revela que público LGBTQIA+ ainda sofre preconceito e discriminação pela sua orientação sexual.

A diversidade é aceita pela grande maioria da população, mas ainda é preciso transpor o discurso para maior representatividade dos públicos em todos os âmbitos, sejam sociais ou profissionais. 77% dos entrevistados declaram aceitar a diversidade, 70% acreditam que as empresas e marcas devam integrar o tema diversidade e 54% dos entrevistados acreditam que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante.

Mas o público LGBTQIA+ deseja maior participação no mercado de trabalho, segundo os dados da pesquisa. 75% dos entrevistados apontam que as empresas têm preconceito em contratar um profissional LGBTQIA+, 72% gostariam de ver mais propagandas com elementos de diversidade e 68% dos entrevistados declaram que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante à diversidade. Algumas empresas já despertaram para este cenário e há tempos vem investindo em elementos e mensagens para o público LGBTQIA+. 

Comportamentos preconceituosos das marcas e falta de diálogo aberto quanto à diversidade afastam o público LGBTQI+, que deixa de consumir e não se relaciona com essas empresas. 69% não consomem produtos de marcas com comportamentos preconceituosos, 67% consideram e recomendam, 66% admiram e 65% preferem marcas que falam abertamente sobre a diversidade.

O estudo Oldiversity® mostra ainda que público LGBTQIA+ sofre preconceito por sua orientação sexual e acredita que o atual governo influencia o aumento dele: 73% dos LGBTQIA+ entrevistados dizem que o governo influenciou no aumento do preconceito de gênero ou orientação sexual e 53% já sofreram algum tipo de discriminação pela sua orientação sexual. 

"A agressão física e verbal é comum no cotidiano da comunidade LGBTQIA+ no Brasil. Estamos vivendo um momento delicado no país com o aumento da intolerância e do discurso de ódio contra grupos que fazem parte da diversidade. Infelizmente as pessoas são agredidas pelo simples fato de serem quem são. Essa violência é um reflexo do preconceito, que por sua vez deriva da falta de informação e da ignorância. As marcas têm um papel fundamental em abordar e incluir esse tema na sua comunicação para fomentar o debate e gerar esclarecimento para a sociedade", explica Edmar Bulla, CEO do Grupo Croma.

O estudo compreendeu 2032 entrevistas on-line com a população de todo o Brasil, realizadas entre 23 e 31 de julho de 2020. O Grupo Croma lançou a segunda edição do Oldiversity®, com metodologia aplicada utilizando cotas de idade, gênero, região geográfica, classe socioeconômica, e cotas específicas de raça, orientação sexual e PCDs. A margem de erro é de 2 p.p. para amostra total, considerando nível de confiança de 95%. Os resultados foram ponderados para representar a população brasileira das classes ABC.

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