Carregando
Recife Ao Vivo

CBN Recife

00:00
00:00
Literatura

O Holocausto para falar sobre presente e futuro

Por: SIDNEY NICÉAS
Livro de Carlos Reiss rememora sua avó judia, sobrevivente de Auschwitz, e amplia olhar sobre a história judaica

Foto: Divulgação/Russia Beyond BR/Aventuras na História/Arte Tesão Literário

20/11/2022
    Compartilhe:

*por Sidney Nicéas

O Holocausto existiu. Ter que começar uma matéria com essa afirmativa tão óbvia deveria soar absurdo, mas não é bem assim. Em pleno 2022, não faltam negacionistas do óbvio, gente que não pensa mas acha que pensa, que nega a Ciência e a História com uma cegueira mental impensável. Este mal cíclico e cínico ainda nos assombra. O Holocausto – voltando à frase inicial –, representa uma chaga na humanidade que nunca pode ser esquecida. Que o diga o mineiro Carlos Reiss, coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba (PR), cuja falecida avó escapou do campo de concentração de Auschwitz e marcou a sua vida a ponto de movê-lo, por duas décadas, na construção do livro “Entre as Sombras e os Sóis: a história de Sala Borowiak" (Ed. Folhas de Relva, 2022).

O livro é repleto de história, memórias, dores e um olhar muito pessoal do autor sobre sua avó, Sala Borowiak, indo além ao revisitar o passado pensando no futuro. “Há décadas, a memória do Holocausto vem passando por grandes transformações, e uma delas é justamente abandonar o caráter massificado e de grandes números para focar em relatos individuais e pessoais. Ao reduzirmos ao “micro”, temos a possibilidade de analisar a macro-História de forma mais incisiva e impactante para o público mais jovem. Falar sobre o Holocausto não é tratar sobre o passado, e sim utilizar o passado para falar sobre o presente e o futuro”, afirma Reiss.

Sala Borowiak – ou Sara, em Portugês – colocou seus pés ainda jovens no Brasil. A obra tenta demonstrar, passo a passo, sua penosa trajetória pelo gueto de Lodz e por campos de concentração e extermínio, incluindo o famigerado complexo de Auschwitz, além de registrar sua força interior e capacidade de resiliência para construir uma nova família e criar seus três sóis, após perder tudo e todos em meio às sombras e à escuridão do genocídio – daí o título do livro, inspirado na canção “Minha Casa”, do compositor Zeca Baleiro. Foram mais de 20 anos de muitas pesquisas até a narrativa final, marcada muito pelo seu olhar pessoal. “As fontes judaicas nos dizem que não vemos as coisas como elas são, e sim como nos parecem. Sem injustiças, busquei contar a história de minha avó não como ela realmente foi, mas como me pareceu. A tarefa não foi das mais fáceis. O trabalho de imortalizá-la por meio da escrita englobaria uma imersão consciente em capítulos obscuros não apenas dela, mas da história do povo judeu – que já não vive, em grande parte, nos locais onde viviam nossos recentes antepassados. O livro é quase um exercício de metalinguagem”, explica.

A experiência como coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba acabou ajudando muito a dar a forma final da obra, em especial na ampliação do tema que perpassa a vida da sua avó. “No Museu, diariamente, contamos histórias de vítimas desse genocídio e transmitimos suas lições éticas. Este é um dos princípios pedagógicos: personificar a Shoá. Dar os nomes, mostrar os rostos, humanizar, criar empatia, desenvolver a alteridade. Fugir de números, de estatísticas, de datas aleatórias e de informações enciclopédicas. Durante esses anos na coordenação-geral do Museu, não apenas amadurecemos como instituição como também criamos iniciativas com diversos parceiros: nacionais e internacionais, públicos e privados, acadêmicos e educativos. Algumas delas me proporcionaram acesso a instituições e a pessoas que, de certa forma, ajudaram a elucidar questões que estavam mal resolvidas no livro”, revela.

A obra, que já está à venda no site da editora, tem lançamento oficial hoje (domingo, 20) em Curitiba e chega num momento em que falar sobre o Holocausto e a história judaica é ainda mais indispensável, vide tanto negacionismo, tantas manifestações nazifascistas no Brasil e, pior ainda, tanta aceitação. “Dados alarmantes nos mostram que o antissemitismo cresce no mundo inteiro. Porém, o problema não pode ser tratado de forma isolada. Números que envolvem racismo e intolerância religiosa também crescem na mesma proporção. E apesar das particularidades, todos caminham na mesma esfera sociopolítica. Estamos num momento em que precisamos, o quanto antes, declinar desse ciclo e retornar a patamares recentes em que a deturpação da ideia de liberdade individual não seja utilizada para normalizar manifestações nazistas. Talvez a apatia seja tão ou mais chocante que as manifestações em si. Quanto ao negacionismo, quando lidamos com negacionistas, precisamos entender que o foco principal não é rebater seus argumentos. Quando aceitamos entrar num debate, por mais que discordemos, conferimos uma certa legitimidade a esse discurso. Entrar num debate com negacionistas (e não sobre) é dar um ar de legitimidade, que é exatamente o que eles querem, é dar um presente: aceitar a existência de outra corrente dentro da historiografia que vai defender o que eles defendem”.

Reiss acaba indo além, mexendo na ferida nacional de não encarar as mazelas do passado. “Para avançarmos como sociedade, precisamos prestar contas com os nossos passados e aprender a lamber nossas feridas. Não é possível nos desenvolvermos ao mesmo tempo em que memórias são silenciadas, em que traumas são jogados para debaixo do tapete. Temos ainda dificuldade em encarar de frente nossa História, principalmente os eventos relacionados à escravidão e à ditadura militar. Aliado a isso está o crescimento de grupos negacionistas que constroem narrativas deturpadas, prejudicando a construção dessas memórias. Estamos num momento crucial, e quanto mais a nação brasileira demorar a prestar contas com o passado, mais difícil será construir um caminho pautado na educação, na justiça e na verdade”, crava.

Carlos Reiss é o segundo neto de dona Sala, nascido em Belo Horizonte. Saudosista das manhãs de domingo em que era recebido aos beijos e chocolates na casa da vovó, hoje, como já citado, coordena o Museu do Holocausto de Curitiba. Gestor e consultor, foi responsável pela concepção pedagógica do espaço, com organização  de materiais, ações educativas, curadorias e treinamentos. Confira a seguir a entrevista que fizemos com Reiss, na íntegra, que nos impõe grandes reflexões e, acima de tudo, um posicionamento frontal contra a desmemória, a alienação, o negacionismo e toda a idiotia nazifascista. Ao final, deixamos o link para compra da obra e os contatos do autor. Imperdível!

 

TESÃO LITERÁRIO- Ficção e realidade são ingredientes que nos fazem ver o mundo. Como foi essa mistura na sua narrativa, com 20 anos de pesquisa e muitas lembranças na mente?

CARLOS REISS- Apesar de ser uma biografia, deixo evidente que o texto foi construído a partir do meu olhar e da minha experiência. O livro é quase um exercício de metalinguagem. Isso significa que não há garantias de que essa história ocorreu exatamente como está sendo contada, mas como me pareceu. Nesse ponto, misturando lembranças, pesquisas e entrevistas, é possível que os personagens e suas trajetórias estejam entrelaçadas a doses involuntárias de ficção. Porém, não considero o livro uma ficção, e nada contra ela. Não vejo problema quando uma obra artística se apresenta como ficção, mesmo tendo o Holocausto como pano de fundo – e, nesse ponto, discordo de vários especialistas que problematizam a ficção sobre o genocídio. Mas a arte ficcional não precisa ter compromisso com a realidade. E eu tenho esse compromisso na narrativa que construo, do início ao fim.

TL- Quais paralelos você consegue traçar entre a história da sua avó, o absurdo do Holocausto e as consequências de um tempo que nunca deveria ser esquecido?

CR- O Holocausto não é uma história judaica, e sim milhões de histórias universais diferentes, cada uma com um nome, um sobrenome e uma trajetória. Ao contar a história de uma vítima específica, contribuo no processo de personificar a tragédia, de gerar empatia com as gerações mais novas e de transmitir lições e valores. Há décadas, a memória do Holocausto vem passando por grandes transformações, e uma delas é justamente abandonar o caráter massificado e de grandes números para focar em relatos individuais e pessoais. Ao reduzirmos ao “micro”, temos a possibilidade de analisar a macro-História de forma mais incisiva e impactante para o público mais jovem. Por meio dessas histórias, como destacou o historiador Karl Schurster, conseguimos educar para a alteridade e refletir sobre a responsabilidade e o agir ético. Em outras palavras, falar sobre o Holocausto não é tratar sobre o passado, e sim utilizar o passado para falar sobre o presente e o futuro.

TL- Você ainda conseguiu ouvir as histórias da sua avó, mesmo jovem, mas nenhum registro foi feito à época. Indo além do seu caso específico, você concorda que nos falta uma cultura de registros das histórias familiares? E, de forma macro, ficamos sempre à mercê dos que "escrevem a história"?

CR- Apesar de, aqui no Brasil, cultivarmos esquecimentos e silenciamentos sociais profundos, não creio que essa falta de cultura de registros familiares seja uma questão exclusiva da nossa nação, principalmente se tratando de sobreviventes do Holocausto. Esse processo aconteceu em todas as partes do planeta. Nas primeiras décadas após a tragédia, em razão dos traumas, das dificuldades de integração e das diversas formas que as sociedades os trataram e os receberam, foram poucos os casos de vítimas que contaram suas histórias espontaneamente. O silêncio era normal e habitual. Seus filhos, a segunda geração, cresceram em meio a esses impactos – e conto isso no livro, em diversas passagens, no que diz respeito ao meu pai e a meus tios. É muito comum nos depararmos com histórias recuperadas e contadas por netos, que por mais que alimentem a relação afetiva, estão um pouco mais distantes dos traumas. Mesmo assim, eu mesmo escutei pouquíssima coisa da boca dela. A tarefa de “escrever a história”, ao meu ver, é coletiva. Diz respeito ao historiador, com todo o rigor e o critério científico e metodológico que é inerente ao seu trabalho, mas também àqueles que resgatam e contam histórias individuais. Vejo como uma parceria que gera bons frutos.

TL- A memória da sua avó, que despertou essa narrativa agora em livro, funciona também como uma espécie de espelho para a memória judaica no mundo?

CR- O que convencionamos chamar de “História Judaica” é um emaranhado de registros, perspectivas e reflexões sobre a História Geral, porém com um olhar particular judaica, de um povo heterogêneo que se espalhou pelo mundo. A história da minha avó se conecta, obviamente, com outras milhões (já contadas ou não), mas também ajuda a construir uma memória judaica coletiva. Lembranças são diferentes de memórias. As lembranças do terror nazista são exclusivas dos sobreviventes e se conectam aos seus passados. Já as memórias são fragmentos dessas lembranças, que são trazidas aos dias de hoje porque têm potencial de utilidade e podem ser compartilhadas. E o povo judeu, no decorrer dos séculos, aprendeu bem a construir essas memórias, que são compartidas e passam a fazer parte de todos, mesmo aqueles que não participaram desses eventos históricos.

TL- Como é ver tantas manifestações nazistas hoje no Brasil? Quando aprenderemos com a história?

CR- Desde o fim da 2ª Guerra Mundial, sempre que houve enfraquecimento dos valores democráticos e ascensão de projetos totalitários ou baseados no ódio e no ressentimento, os temas do nazismo e do Holocausto voltaram à tona. Esses “ciclos de intolerância” são desencadeados por vários fatores: crises econômicas e sociais, conjuntura internacional (que funciona como um efeito dominó) e episódios locais. No Brasil, temos vivido esse processo desde 2013. À medida que vão se definhando esses pilares e valores democráticos – incluindo o consenso da educação antifascista e os direitos humanos como algo universal e inegociável –, abrem-se brechas perigosas para que os discursos de ódio ganhem legitimidade na esfera pública. Nesse contexto, incluímos o crescimento de manifestações nazistas e neonazistas. Dados alarmantes nos mostram que o antissemitismo cresce no mundo inteiro. Porém, o problema não pode ser tratado de forma isolada. Números que envolvem racismo, intolerância religiosa – principalmente contra religiões de matriz africana –, LGBTQIA+fobia, capacitismo, xenofobia, machismo e anticiganismo também crescem na mesma proporção. E apesar das particularidades, todos caminham na mesma esfera sociopolítica. Mais do que o discurso em si, o debate deve estar nos contextos que levam a uma “aceitação” maior ou menor do discurso de ódio. Estamos num momento em que precisamos, o quanto antes, declinar desse ciclo e retornar a patamares recentes em que a deturpação da ideia de liberdade individual não seja utilizada para normalizar manifestações nazistas. Ao vê-las, além do repúdio imediato, devemos refletir os porquês da sociedade não dar a resposta merecida. Talvez a apatia seja tão ou mais chocante que as manifestações em si.

TL- Passado, presente e futuro se misturam para tentar explicar quem somos. Como pensar no futuro judaico, e da própria humanidade, diante de um passado e um presente tão duros? Onde buscar esperança?

CR- Há muita gente pensando e refletindo sobre o futuro, de Yuval Noah Harari a outros que já se foram, como Yeshayahu Leibowitz. Não tenho bola de cristal, mas é notável que a sobrevivência do povo judeu em termos de identidade, em meio a séculos de perseguições e de expulsões, nos fornece pistas para traçar o futuro. O povo judeu se manteve vivo não porque forjou sua identidade a partir do ódio que o outro sente por ele, mas por questões inerentes à sua existência. É possível que, com o crescimento desenfreado da intolerância, o futuro nos reserve uma experiência cada vez mais sombria. No entanto, sobreviveremos não porque nos unimos diante do mal, mas porque cultivamos nossa essência. Não corremos o risco, num futuro utópico sem manifestações de ódio, de perdermos nossa identidade em razão da perda de inimigos comuns. 

TL- Como tem sido o seu trabalho no Museu do Holocausto de Curitiba? Em quê a sua experiência no museu ajudou para a construção da obra?

CR- O Museu do Holocausto de Curitiba é a primeira instituição no Brasil que uniu os eixos de educação, memória e pesquisa com um projeto museológico permanente sobre esse tema no país. Criado em 2011, o museu tem materializado a noção de responsabilidade social e se tornou uma referência na luta contra a intolerância, graças ao trabalho intenso e conectado com as nossas mazelas. Museus não podem ser bolhas de conteúdo; eles precisam participar do debate público, interagir e ajudar na construção dessas memórias. Em outras palavras, precisam entender onde estão e com quem dialogam. É um processo de transformação de suas essências, que antes eram seu próprio acervo, para a relação com o público. Durante esses anos na coordenação-geral do Museu, não apenas amadurecemos como instituição como também criamos iniciativas com diversos parceiros: nacionais e internacionais, públicos e privados, acadêmicos e educativos. Algumas delas me proporcionaram acesso a instituições e a pessoas que, de certa forma, ajudaram a elucidar questões que estavam mal resolvidas no livro. Novas informações, incluindo documentos agora disponibilizados, me ajudaram a amarrar, a costurar os pontos do livro que ainda não me satisfaziam.

TL- O momento do país é delicado, a democracia tem sido ameaçada, a corrupção se mostra uma praga histórica, o populismo na busca pelo voto, idem. Aquele Brasil com imagem de pacífico, alegre e sem preconceito parece ruir dia após dia. Como você vê o futuro do país?

CR- Para avançarmos como sociedade, precisamos prestar contas com os nossos passados e aprender a lamber nossas feridas. Não é possível nos desenvolvermos ao mesmo tempo em que memórias são silenciadas, em que traumas são jogados para debaixo do tapete. A Alemanha dos dias de hoje é um exemplo, apesar das dores e das feridas ainda abertas, de como é essencial olharmos para o nosso passado e assumirmos as responsabilidades dos nossos acertos e dos nossos erros. Temos ainda dificuldade em encarar de frente nossa História, principalmente os eventos relacionados à escravidão e à ditadura militar. Aliado a isso está o crescimento de grupos negacionistas que constroem narrativas deturpadas, prejudicando a construção dessas memórias. Estamos num momento crucial, e quanto mais a nação brasileira demorar a prestar contas com o passado, mais difícil será construir um caminho pautado na educação, na justiça e na verdade. Como destacam os chilenos, “um povo sem memória é um povo sem futuro.”

TL- O que você espera deste "Entre as Sombras e os Sóis"? Em que você acha que a obra pode impactar os leitores?

CR- “Entre as Sombras e os Sóis” é um projeto de uma vida, escrito e reescrito durante 20 anos e que agora alcançou sua versão derradeira. Como nunca foi tão importante falar sobre o Holocausto como nos dias de hoje, creio que o livro pode transmitir valores e gerar incômodos de uma forma mais poderosa do que se tivesse sido lançado em 2004, por exemplo, dois anos depois do início da escrita. O contexto difícil em que vivemos pode ajudar o livro não apenas a atingir mais leitores, mas criar mais conexões com o que vivemos hoje. Apesar de biográfico, estão ali diversos elementos que se relacionam com nosso atual momento: o ódio, a dor, o luto, a esperança, a resistência, o acolhimento, a reconstrução, a resiliência e o valor à vida. 

TL- Há lançamentos previstos para Curitiba e Belo Horizonte. Quais cidades estão na agenda? Como é possível receber

CR- Para o fim de 2022, estão previstos os lançamentos apenas em Curitiba (20/11) e Belo Horizonte (04 e 05/12). Para o próximo ano, certamente iremos a outros grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. As conversas sobre datas e locais já começaram, mas ainda não há confirmações. É possível comprar o livro diretamente do site da Editora Folhas de Relva: https://www.editorafolhasderelva.com.br/entre-as-sombras-e-os-sois .

TL- O que dizer para aqueles que negam o Holocausto ou fazem pouco caso de um dos momentos (talvez o pior) mais cruéis e dramáticos da história da humanidade?
CR-
Quando lidamos com negacionistas, precisamos entender que o foco principal não é rebater seus argumentos. Há mais de 40 anos, o historiador francês Pierre Vidal Naquet já dizia que podemos e devemos discutir sobre eles, mas não discutir "com" eles. Quando aceitamos entrar num debate, por mais que discordemos, conferimos uma certa legitimidade a esse discurso, como se disséssemos "discordo de você, mas por eu estar aqui debatendo, reconheço que seu discurso é válido". Entrar num debate com negacionistas (e não sobre) é dar um ar de legitimidade, que é exatamente o que eles querem, é dar um presente: aceitar a existência de outra corrente dentro da historiografia que vai defender o que eles defendem. É como fazer um debate entre um geógrafo e um terraplanista, ou entre um cientista e um anti-vacina. Como se fossem teorias igualmente legítimas. Precisamos continuar trabalhando para a construção de uma memória coletiva universal do Holocausto, para que todos se conectem a ele – que não é um evento exclusivo de judeus ou de europeus como um todo. Compreendendo como os legados da tragédia podem nos influenciar, deixamos de lado esse “pouco caso” e fazemos dessa memória o que toda memória deve ser: útil.

 

--

Compre agora “Entre as Sombras e os Sóis: a história de Sala Borowiak”:

https://www.editorafolhasderelva.com.br/entre-as-sombras-e-os-sois

Lançamento em Curitiba: 20 de novembro. Em Belo Horizonte: 04 e 05 de dezembro.

 

Contato com o autor:

https://www.instagram.com/carlosreiss1/ 

 

Ficha técnica da obra:

Título: Entre as Sombras e os Sóis: a história de Sala Borowiak

Edição:

Ano: 2022

Assunto: Literatura Nacional – história\judaismo\holocausto   

Idioma: Português

País de Produção: Brasil

ISBN: 978-65-80672-33-2

Peso: 0,310 kg

Nº de Páginas: 296

Projeto gráfico: Igor Bordignon

Editora: Folhas de Relva Edições

Preço: R$ 49,90

https://www.editorafolhasderelva.com.b

Notícias Relacionadas

Comente com o Facebook