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O que se sabe sobre a onda de Violência no Grande Recife: Chacina de Policiais Militares e Tragédia em Camaragibe e Paudalho

Por: Carlos SIERRA

Foto: Uma das vítimas, Ágata Ayanne da Silva, de 30 anos, transmitiu o próprio homicídio ao vivo pelo celular.

19/09/2023
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Recife- O Grande Recife, em Pernambuco, foi abalado por uma onda de violência chocante que deixou a comunidade atônita. Os eventos trágicos começaram com a brutal chacina que resultou na morte de dois policiais militares, Rodolfo José da Silva e Eduardo Roque Barbosa de Santana, em Tabatinga, Camaragibe. Esses acontecimentos foram seguidos por uma série de mortes em Camaragibe e Paudalho, incluindo o suspeito dos assassinatos dos PMs e seus familiares.

 

Chacina em Tabatinga:

 

O trágico episódio começou em Tabatinga, uma área residencial de Camaragibe, quando os policiais militares Rodolfo José da Silva e Eduardo Roque Barbosa de Santana foram chamados para atender a uma ocorrência. A abordagem resultou em um confronto armado, culminando na morte dos dois policiais. A notícia abalou a comunidade local e levou as autoridades a iniciar uma investigação intensiva.

 

Tragédia em Camaragibe e Paudalho:

 

Horas depois da morte dos policiais, Camaragibe e Paudalho foram palco de uma série de eventos violentos. Seis pessoas perderam a vida, incluindo o suspeito do assassinato dos PMs e familiares dele. Os detalhes sobre os eventos subsequentes ainda estão sendo apurados pelas autoridades locais.

 

Resposta das Autoridades:

Na passada sexta feira, a governadora assegurou que o Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil foi direcionado para conduzir a apuração do caso. Durante o pronunciamento, ela também se solidarizou com as famílias das vítimas. "Infelizmente oito vidas foram ceifadas e a polícia está investigando as circunstâncias de cada uma delas. Nós, do Governo de Pernambuco, estamos atentos e tomando todas as providências necessárias para garantir a paz social no Estado, fortalecendo também as equipes de policiais. Presto aqui a minha solidariedade para as famílias", expressou a governadora Raquel Lyra.

Também o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) anunciou que deve abrir investigação sobre os homicídios. Em nota, MPPE esclareceu que solicitou laudos periciais e outros documentos para o instituto de criminalística, a Secretaria de Defesa Social, além das chefias das polícias Civil e Militar.

 

 

 

As vitimas

Policiais mortos: Eduardo Roque Barbosa de Santana, de 33 anos, e Rodolfo José da Silva, de 38, estavam lotados no 20º Batalhão da PM. Eduardo tinha seis anos de PM e deixou esposa e duas filhas. Rodolfo estava há oito anos na corporação e deixou esposa e uma filha.

Suspeito morto: Alex Silva, de 33 anos, foi morto em uma ação policial em Camaragibe (PE) na manhã de sexta. Ele não possuía antecedentes criminais, mas tinha registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC).

 

Os familiares do suspeito:

Os três irmãos de Alex foram mortos na mesma ocorrência no bairro Tabatinga, em Camaragibe, na madrugada de sexta. Uma das vítimas, Ágata Ayanne da Silva, de 30 anos, transmitiu o próprio homicídio ao vivo pelo celular.

Nas imagens dois homens encapuzados ordenamo aos irmãos se abaixarem e atiram repetidas vezes. Logo dos tiros, um dos encapuzados diz: “Zerou, zerou! Foi muito já!”. Junto com Ágata, foram executados Amerson Juliano da Silva, de 25 anos, e Apuynã Lucas da Silva, também de 25.

Também na sexta, foram achados os corpos da mãe de Alex, Maria José Pereira da Silva, e a esposa dele, numa zona de mato em Paudalho (PE).

 

Solidariedade e Luto:

 

A comunidade e os colegas dos policiais militares mortos estão de luto e expressaram sua solidariedade às famílias enlutadas. A tragédia é um lembrete dos perigos enfrentados pelos agentes de segurança pública no cumprimento de seu dever e do impacto profundo que a violência tem sobre as comunidades afetadas.

 

À medida que mais informações surgirem sobre esses eventos, as autoridades continuarão a trabalhar para restaurar a paz e a ordem na região e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça. A onda de violência no Grande Recife é uma chamada para a ação e para a busca de soluções que promovam a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos.

 

Preocupações com a Segurança Pública:

 

A onda de violência no Grande Recife levanta preocupações sobre a segurança pública na região e a necessidade de medidas adicionais para combater a criminalidade. É crucial que as autoridades conduzam investigações rigorosas e transparentes para entender as circunstâncias que levaram a esses eventos e responsabilizar os envolvidos.

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