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Oposição quer investigação sobre saída de superintendente da PF no Amazonas

Por: REDAÇÃO PORTAL
Delegado Alexandre Saraiva afastado por ação da PF que incomodou ministro do Meio Ambiente

Foto: Reprodução Internet

16/04/2021
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Líderes de Oposição na Câmara dos Deputados solicitaram oficialmente ao Ministério Público Federal (MPF) a abertura de investigação sobre o afastamento do delegado Alexandre Saraiva do cargo de superintendente da Polícia Federal (PF) do Amazonas. A ação tem como alvos o ministro da Justiça, Anderson Torres, e o novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Paulo Maiurino.

A representação é assinada pelo líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), pelo líder da Minoria, Marcelo Freixo (PSOL-RJ), e os líderes partidários Danilo Cabral (PE), PBS, Bohn Gass (RS), PT, Wolney Queiroz (PE), PDT, Talíria Petrone (RJ), PSOL, Renildo Calheiros (PE), PCdoB e Joênia Wapichana (RR), da REDE.

O pedido é para que, caso sejam verificadas irregularidades, a nomeação do novo superintendente da PF no Amazonas seja anulada. Saraiva foi destituído do cargo depois que entrou em conflito com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a partir da realização da Operação Handroanthus, pela Polícia Federal, em que foram apreendidas toras de madeira no oeste do Pará, a maior na história do Brasil.

O delegado da PF Alexandre Saraiva criticou Salles, dizendo ser a primeira vez que viu um titular da pasta se posicionar contra uma ação que mira preservar a floresta amazônica. “Na Polícia Federal não vai passar boiada”, disse Saraiva, usando termo utilizado por Salles em reunião ministerial do ano passado.

Saraiva afirmou que tudo que foi apreendido desde dezembro do ano passado, mais de 200 mil metros cúbicos de madeira, é produto de ação criminosa. Ele disse também que as empresas até agora não apresentaram documentos requisitados pela PF.

Ele encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime em que pede investigação das condutas de Salles e do senador Telmário Mota (Pros-RR) por atrapalhar medidas de fiscalização. Em sua defesa, o ministro Salles disse que há falhas na investigação e defendeu as empresas.

A atuação do ministro do Meio Ambiente vem sendo questionada no Parlamento desde o ano passado. Na Câmara, deputados da oposição pediram, em Plenário, o afastamento de Salles. Eles estavam reagindo então à revogação de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que garantiam a preservação de áreas de restinga e manguezais, de entornos de reservatórios d’água e que disciplinavam licenciamento para projetos de irrigação.

O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), lembrou à época que Ricardo Salles foi condenado por improbidade em primeira instância. “O ministro tenta a todo custo adiar o julgamento em segunda instância. Será que ele só será afastado quando não houver mais bioma a ser protegido no Brasil?”.

No texto da Representação, o ministro Torres e o diretor-geral Maiurino são acusados de improbidade administrativa, advocacia administrativa e prevaricação. “A Polícia Federal, órgão subordinado administrativamente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, não pode ser utilizada como instrumento de perseguição política”, diz a representação.

 

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