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Oposição vai a justiça para barrar privatização da Eletrobrás

Por: REDAÇÃO PORTAL
A medida que será tomada pelos partidos contrários à privatização da estatal, foi anunciada pelo líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ).

Foto: Reprodução Internet

22/06/2021
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A Oposição vai à justiça contra a aprovação da MP do Apagão, que avança o projeto neoliberal de desmonte do Estado promovido pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e permite a venda da Eletrobras. A medida que será tomada pelos partidos contrários à privatização da estatal, foi anunciada pelo líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ).

A medida provisória 1031/20 foi aprovada na noite dessa segunda-feira (21) pela Câmara dos Deputados e permite a venda da estatal que é a maior empresa de energia da América Latina. Foram 258 votos favoráveis e 136 contrários.

O deputado Marcelo Friexo (RJ), que se filia ao PSB nesta terça-feira (22), afirma que Bolsonaro transforma itens básicos em artigos de luxo.

"O desgoverno Bolsocaro transformou a carne, o gás de cozinha e agora a luz em artigos de luxo. Ou a gente tira agora esse sujeito ou não vai sobrar nada." Afirmou Freixo.

Já o deputado Odorico Monteiro (PSB-CE) lembrou que enquanto Bolsonaro cria cortinas de fumaça, como a ofensa à jornalista e o não uso da máscara, aproveita para passar a boiada.

Para não perder a validade, a MP do Apagão precisava ser aprovada até esta terça-feira (22). Para garantir a aprovação a tempo, foi convocada sessão extraordinária para esta segunda. A medida já havia sido aprovada pela Câmara, mas foi alterada pelos senadores e, com isso, precisou ser novamente votada pelos deputados.

Apesar do governo defender que a privatização poderá reduzir as contas de luz até 7,36%, entidades e especialistas do setor preveem justamente o contrário. Afirmam que a conta vai ficar ainda mais cara porque o texto prevê medidas que geram custos a serem pagos pelos consumidores. 

As MPs têm força de Lei a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU), mas precisam da aprovação do Congresso Nacional em até 120 dias. Caso contrário, perdem a validade. A proposta aprovada nesta segunda segue para sanção do presidente da República.

 

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