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Pernambuco tem muito a ganhar com João Roma no Ministério da Cidadania

Por: REDAÇÃO PORTAL
O novo ministro nunca rompeu os laços com o Estado, onde tem suas raízes familiares e mantém importantes vínculos de amizade, fruto, também, da militância política na juventude

Foto: Reprodução internet

18/02/2021
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Se os gestores públicos tanto do Estado como dos municípios souberem propor projetos e se articularem politicamente em prol da população, a posse do pernambucano João Roma Neto no Ministério da Cidadania, pode proporcionar um significativo avanço nas políticas públicas geridas pelo ministério em Pernambuco. 

Deputado Federal do Republicanos da Bahia, onde está radicado desde que chefiou o escritório da Agência Nacional do Petróleo – ANP em Salvador, no período de 2002 e 2004, Roma tem raízes familiares 100% pernambucanas.  

Sua família tem presença marcante na história do Estado, desde o líder revolucionário Padre Roma.  Filho de nobres, José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, entrou para vida religiosa no Convento do Carmo, na cidade de Goiana, em 1784, de onde seguiu para Coimbra para concluir os estudos de teologia e depois para Roma, onde se ordenou padre e passou a ser conhecido com Padre Roma. De volta ao Recife, solicitou licença ao Vaticano e passou a exercer a profissão de advogado. Exímio orador e defensor das causas comuns, Padre Roma foi um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817, tendo sido preso e condenado sumariamente, sendo fuzilado na Fortaleza de São Pedro, na Bahia, no dia 29 de março de 1817. 

O avô de João Roma, de quem o ministro herdou o nome e a aprendizado político, foi um dos deputados federais mais marcantes da  história contemporânea de Pernambuco. 

João Inácio Ribeiro Roma, o avô, nasceu em Olinda no dia 12 de março de 1912. Seu pai, Carlos Ribeiro Roma era Juiz, o que o levou a passar a infância e adolescência em várias cidades do Sertão pernambucano. Foi guarda civil, investigador de polícia e secretário da Escola de Polícia do governo. Participou da vitoriosa Revolução de 1930, compondo o batalhão comandado por Juraci Magalhães e Agildo Barata, que percorreu os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia em direção ao Rio de Janeiro. Trabalhou na Casa de Detenção, onde exerceu as funções de guarda e secretário, fundou e foi redator de um jornal.

Com a redemocratização do país iniciada na década de 1940, passou a articular a formação do Partido Social Democrático (PSD), tornando-se em 1946 secretário da diretoria regional do PSD em Pernambuco. Também em 1946 passou a trabalhar como tabelião público em Recife. Em outubro de 1950 elegeu-se deputado federal por Pernambuco na legenda do PSD, tendo como seus principais núcleos eleitorais Águas Belas, Buíque, Exu e Panelas, municípios onde seu pai havia trabalhado. 

Voltou a ser eleito deputado federal por Pernambuco na legenda da Arena em 1966, quando deixou a Secretaria de Negócios do Interior e Justiça. O espírito de altivez dos "Roma" se fez mais uma vez presente e contrário ao Ato Institucional nº 5 (AI-5), decretado no dia 13 de dezembro de 1968, renunciou ao cargo de secretário-geral da Arena. Em janeiro de 1971 deixou definitivamente a Câmara dos Deputados. 

Após exercer três mandatos de deputado federal, ser secretário de Segurança Pública no Governo Barbosa Lima Sobrinho e secretário de Justiça do ex-governador Paulo Guerra, entre tantas passagens marcantes e decisivas na política pernambucana e brasileira, em 1980 encerrou sua carreira, como tabelião público em Recife. João Roma Neto sempre teve nos seus avós o referencial de vida. No início de sua adolescência, foi residir com eles e cuidou da “vovó Clarice e do vovô Roma”, até os últimos momentos de suas vidas.

A relação do novo ministro com Pernambuco é sólida, nunca foi rompida. Não bastasse toda essa memória afetiva de raiz familiar, no Estado João Roma deu seus primeiros passos na política.  Foi assessor do Governo de Pernambuco entre 1991 e 1994, durante gestão de Joaquim Francisco. Entre 1995 e 1998, atuou na esfera federal, na administração de Fernando Henrique Cardoso, como assessor do Ministério da Administração e Reforma do Estado. Ainda na administração federal, foi delegado do Ministério da Cultura para o Nordeste, entre 1999 e 2002. Aqui também mantém firmes muitos laços de amizade, que remontam aos tempos de adolescência, juventude e militância política.

Em 2002 se mudou para Salvador para assumir a função de chefe do escritório da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a partir daí, com dedicação e habilidade política, características marcantes de Roma, deu a grande guinada em sua carreira política. Em maio de 2003 foi eleito membro da direção executiva nacional do então PFL como presidente nacional do PFL Jovem. Foi Chefe de Gabinete do prefeito ACM Neto, por cinco anos, de onde saiu para se eleger deputado federal pelo PRB, hoje Republicanos, em 2018.

Ao assumir o Ministério da Cidadania em seu primeiro mandato eletivo, João Roma tem tudo para se firmar como liderança política de expressão nacional. De fácil diálogo e enorme poder de articulação, sua trajetória comprova isso, sua chegada ao ministério é também um excelente cenário para Pernambuco abrir portas junto ao governo federal, em áreas de extrema importância, pricipalmente para a população mais vunerável do Estado.

Além de importantes programas como o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, o ministério é responsável pelas políticas de assistência social, esportes e inclusão, que evolvem inserções nas políticas antidrogas, agricultura e educação infantil, entre tantas outras. 

O ministro João Roma já teve sua nomeação publicada no Diário Oficial da União do último dia 12 de fevereiro e sua posse está programada para a próxima quarta-feira, 24 de fevereiro. Já se fala que sua primeira visita oficial a Pernambuco pode ocorrer ainda no mês de março. O que se espera é uma verdadeira romaria de prefeitos para cumprimentar o ministro e buscar algum investimento para seus municípios.


 

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