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Polícia Federal faz a maior apreensão de ecstasy deste ano no Estado

Por: REDAÇÃO PORTAL
A ação foi conjunta com os Correios e Receita Federal e só foi divulgada agora para não atrapalhar investigação na Paraíba
26/11/2020
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A Polícia Federal em ação conjunta com a Receita Federal e Correios vem promovendo ações de repressão qualificada em diversas centrais de distribuição dos Correios com o objetivo de coibir o tráfego e tráfico de substâncias entorpecentes e diversos materiais ilícitos utilizando para isso o fluxo postal. Tais ações coordenadas pela Polícia Federal e Receita Federal tem se utilizado de investigações na área de inteligência, cães farejadores para identificar substâncias ilícitas como também outras modalidades criminosas que tentam burlar a fiscalização para escoar mercadorias e objetos produtos de crime entre os estados da federação e até para o exterior, No contexto da pandemia da COVID-19 e necessidade de isolamento social, a tentativa de envio de entorpecentes via postal e redes sociais tem sido uma das formas encontradas pelos grupos criminosos para manter o mercado ilegal de venda e consumo de drogas.

Entre essas ações conjuntas foi identificado e apreendidos no último dia 20/11 através do cão farejador e aparelho raios x, cerca *3.000 (três mil) comprimidos de ecstasy* que estavam escondidos em três potes de cremes para cabelo, cuja postagem foi feita numa agência de Curitiba/PR com destino final para o bairro de Boa Viagem-PE.  

Os federais acompanharam a entrega ao destinatário, até a residência de *um suspeito de 33 anos, autônomo, natural de Recife/PE e residente em Boa Viagem,* porém ele argumentou que apesar de constar seu nome como destinatário da droga, apenas estava recebendo o objeto postal para ganhar um valor de R$ 500 reais quando fosse entregue ao verdadeiro proprietário. O Destinatário final era *um auxiliar de administração, de 26 anos, natural de Recife/PE e residente no bairro de San Martin-PE.* O autônomo fez uma ligação para se encontrar com o proprietário da droga, e quando a encomenda lhe foi entregue, foi abordado pelos federais e também detido. *Também foram apreendidos a quantia de R$ 2.500 reais, 02 (dois) celulares e um veículo Hiunday*

Terminado os trabalhos investigativos e tendo sido constatado a existência da ilicitude, os suspeitos receberam voz de prisão em flagrante, foram informados dos seus direitos e garantias constitucionais e em seguida conduzidos para a Superintendência da Polícia Federal, no Cais do Apolo, onde acabaram sendo *autuados em flagrante pelo crime contido no artigo nos Artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/06  (tráfico interestadual de entorpecentes e associação) e caso sejam condenados poderão pegar penas que variam de 3 a 25 anos de reclusão, além de multa. Após a autuação, os presos realizaram Exame de Corpo de Delito no IML - Instituto de Medicina Legal, foram encaminhados para a audiência de custódia, onde foi confirmada sua prisão preventiva. , sendo levado em seguida para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna onde ficará à disposição da Justiça Estadual. 

Também chamado de droga do amor, o *ecstasy* é uma droga psicoativa, conhecida por MDMA. O ecstasy foi produzido por uma indústria farmacêutica no ano de 1914 com o intuito de ser utilizado como supressor do apetite, mas nunca foi utilizado para essa finalidade. Na década de 70 passou a ser consumido recreativamente, sendo disseminado principalmente entre estudantes universitários.  O efeito do ecstasy pode durar em média oito horas, mas isso varia de acordo com o organismo. Os usuários dessa droga sentem aumento do maior interesse sexual, sensação de bem-estar, grande capacidade física e mental, euforia e aumento da sociabilização e extroversão. Após o uso da droga ocorrem alguns efeitos indesejados, como *aumento da temperatura corporal, dores de cabeça, náuseas, perda do apetite, insônia, grande oscilação da pressão arterial, alucinações, agitação, ansiedade, ataques de pânico, psicoses, depressão profunda, paranoias, alucinações, despersonalização, impulsividade, perda do autocontrole e morte súbita por colapso cardiovascular.*

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