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Sérgio Hacker e Sarí Corte Real têm bens bloqueados pela justiça

Por: REDAÇÃO PORTAL
A medida visa garantir o pagamento da ação por danos morais coletivos que pode chegar a R$ 2 milhões
02/10/2020
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O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) determinou o bloqueio dos bens do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, prefeito de Tamandaré e sua esposa, Sarí Corte Real, nesta quinta-feira (1º). A decisão do Juiz José Augusto acata a representação do Ministério Público do Trabalho (MPT) para garantir o pagamento  da  indenização  por  dano  moral, referente ao processo que julga os vínculos empregatícios de Marta Maria  Santana Alves e sua filha, Mirtes Renata, que trabalhavam como empregadas domésticas na residência do casal até junho deste ano e recebiam como funcionárias da Prefeitura de Tamandaré.

No dia da morte do menino Miguel, de 5 anos, mãe e filha não trabalharam mais com os patrões. A perda de Miguel foi causada quando ele caiu de uma janela do 9º andar do edifício Píer Maurício de Nassau, localizado no bairro de São José, área central do Recife, após ser deixada sozinha no elevador do condomínio por Sarí, enquanto Mirtes, sua empregada, passeava na rua com os cachorros da família. Sarí foi indiciada por abandono de incapaz com resultado morte e irá a julgamento. 

Apesar da pandemia Mirtes, mãe de Miguel, precisava continuar a ir trabalhar na casa do casal Sarí e Sérgio Hacker. Sem aulas presenciais e sem creches, devido ao isolamento determinado pelo governo e prefeitura, o menino precisou acompanhar a mãe no seu trabalho.

Mirtes Renata afirmou que sua advogada tentou acordo com os ex-patrões, sem sucesso. "Se não quiseram pagar por bem, que seja assim. Minha advogada tentou resolver por acordo, mas eles se negaram a pagar. Assim, ela precisou recorrer ao Ministério Público do Trabalho", disse.

Marta, Mirtes e uma outra funcionária do casal, Luciene Raimundo Neves trabalhavam como domésticas nas residências da família, mas constavam na folha de pagamento e recebiam pela Prefeitura de Tamandaré. Esse fato só veio à tona com a enorme repercussão que o caso da morte de Miguel teve, inclusive a nível nacional.
De acordo com a decisão do TRT-6, Sérgio Hacker e Sarí poderão pagar um valor de até R$ 2 milhões na ação coletiva por danos morais. 

A promotoria autora da ação trabalhista afirma na peça jurídica que, "a discriminação estrutural relações de trabalho doméstico, com práticas, hábitos, situações e falas embutidos em nossos costumes e que promove, direta ou indiretamente, a segregação ou o preconceito.  É a naturalização da violência social, marcada pela estigmatização da pessoa e pela imposição de características   negativas   e   de   subalternidade.'
A decisão do TRT-6, de bloquear os bens de Sérgio Hacker e Sarí, visa resguardar o valor a ser pago pelo casal, que poderá chegar a R$ 2 milhões na ação coletiva por danos morais. 


 

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