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Trabalhadores sem terra do movimento MST invadem fazenda de 500 hectares em Caruaru PE

Por: REDAÇÃO PORTAL
26/07/2023
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Ontem, no Dia do Trabalhador e Trabalhadora Rural, 180 famílias Sem Terra do estado de Pernambuco ocuparam uma fazenda de 500 hectares na região de Caruaru, no agreste pernambucano. Essa é a segunda ocupação nesse ano em Caruaru, a primeira ocorreu durante a “Jornada de lutas do abril”, na fazenda Santa Terezinha, que agora é conhecida como Acampamento Jean Carlos.

Em nota, a direção do Movimento dos Trabalhores Rurais Sem Terra em Pernambuco enfatiza que a luta pela terra e o enfrentamento ao latifúndio são fundamentais para combater a fome e gerar empregos e renda no país. A ação tem objetivo reivindicar a área conhecida como fazenda Bonanza para a Reforma Agrária Popular, uma vez que, segundo informa o movimento, ela não cumpre sua função social. “Nós enquanto MST acreditamos que a luta pela terra e o enfrentamento ao latifúndio também é uma das bandeiras centrais de combater a fome, e para a geração de empregos e renda no país”, expressa a nota da direção.

A propriedade, que é conhecida pelos moradores da região como a fazenda de Djalma do Bonanza, pertence a uma família com vínculos políticos e empresariais, mas até o momento não tem sido utilizada de forma produtiva para desenvolvimento da comunidade local e da sociedade como um todo.

Essa ocupação representa mais um passo na luta pela redistribuição de terras e pela justiça social no campo, proporcionando condições dignas de vida e trabalho para centenas de famílias que buscam uma oportunidade para produzir alimento saudáveis.

O Brasil é um dos países mais desiguais com relação a concentração de terras no mundo, onde cerca de 1% da população são donos de quase 50% das propriedades. Neste contexto, o MST chama a atenção para a necessidade de Reforma Agrária Popular.

As invações do movimento sem terra, não é nova em Caruaru, já em 2014 cerca de 80 famílias de trabalhadores rurais sem terra, ligadas ao MST, ocuparam  a sede da fazenda Serraria, no município de Caruaru, no agreste de Pernambuco. As famílias já viviam há seis anos na propriedade e plantavam milho e feijão.

Segundo eles, a invasão à casa grande da fazenda foi para pressionar o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), a agilizar a desapropriação da área, já declarada improdutiva.

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